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A vida é bela!

sábado, 25 de outubro de 2014

Vote por Dona Amália

Estou com Dona Amália


Apesar dos Sarneys, escolhi Dilma no segundo turno. É um voto crítico

Os numerosos escândalos de corrupção envolvendo o PT e o PSDB colocaram em suspeição todos os partidos e foram deflagradores de uma das principais pautas das manifestações de junho: a reforma política. A crise nas instituições públicas tornou-se a fratura exposta da democracia no país.

Ainda assim, para manter a governabilidade, a presidente Dilma optou por preservar as mesmas alianças com os setores mais conservadores da política nacional, repetindo, desde a campanha, o jogo de esperança e frustração que caracterizaram todos os mandatos presidenciais do PT até agora.

Das oligarquias nordestinas às suas extensões, que chegam até o PDT do Amapá, as alianças do PT desdobram-se num sem-número de tragédias anunciadas. São Sarneys, Renans, Collors, Barbalhos... São o agronegócio, os grandes projetos de exploração nada sustentáveis na Amazônia, o vergonhoso Código Florestal permissivo ao desmatamento, o genocídio dos povos tradicionais, Belo Monte e a sobrevida do coronelismo.

Mas nem só de coronéis é feito o país. Ele é feito, especialmente, de pessoas como a Dona Amália. Conheci-a no Posto de Saúde Lélio Silva, aqui em Macapá. Enquanto eu aguardava a consulta, Dona Amália veio ao meu encontro, sorridente e afável. Falou-me que foi muitíssimo bem atendida, que já tinha a receita médica e, em breve, iniciaria o tratamento recomendado, conforme lhe fora detalhadamente prescrito. Dona Amália se referia ao doutor Ronaldo, um dos mais de 130 médicos cubanos que chegaram ao Amapá e que, só na rede municipal em que me consultei, atendem a uma média mensal de mais de nove mil pessoas. O que Dona Amália me conta é parte importante da história do país e das nossas vidas. É porque tenho inscrito na minha trajetória pública a luta pela melhoria das condições de vida das pessoas mais vulneráveis, das que mais precisam, daquelas que não foram e não serão o eixo prioritário das políticas implementadas pelo PSDB. É pelas Amálias, apesar dos Sarneys, que escolhi votar em Dilma Rousseff neste segundo turno.

Trata-se de um voto crítico. E, como diria Bruno Torturra, é também um voto prático. Trata-se, sobretudo, de não retroceder. Prefiro votar em Dilma, combater a corrupção e ver o povo continuar ganhando, a votar no PSDB, combater a corrupção e ver o povo perder.

Principalmente, torço para que o PT compreenda a mensagem repassada pelas ruas no mês de junho ou pelas urnas neste outubro. E, em especial, no meu estado não insista nas alianças com Waldez, Sarney e com os esquemas mais tristes e criminosos. Quanto a mim, no Congresso, permanecerei na oposição para lembrá-la e exigi-la. Nada menos que o justo! E tudo quanto forem os direitos de que necessitam as Donas Amálias, sua família, seus vizinhos e nós todos aqui na Amazônia.

Randolfe Rodrigues é senador (PSOL-AP)

S/C

Achando? Pode ter certeza.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

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A/F

Fala, Zé.

ARTIGO PUBLICADO NA EDIÇÃO DESTA SEMANA DO JORNAL GAZETA DO ALTO PIRANHAS



... e o corpo foi enviado para Patos
Quando será que vamos deixar de ler nos jornais e sites e de ouvir pelas emissoras de rádio de Cajazeiras, uma noticia que sempre é concluída com a frase: “... e o corpo foi encaminhado para a cidade de Patos onde será feita a necropsia”, ao ocorrer um crime com morte ou acidente de trânsito com vítima?

A luta para a construção do IML de Cajazeiras já se arrasta por anos. O MAC – Movimento dos Amigos de Cajazeiras, já bateu em várias portas atrás de uma solução. A Universidade Federal de Campina Grande se envolveu e até um projeto foi elaborado por seu corpo técnico. Várias reuniões também foram feitas com o senador Vital do Rego Filho com este objetivo.

Cópia deste projeto já foi posto nas mãos do senador Cássio da Cunha Lima que prometeu recursos via governo do Estado e como nesta eleição é candidato a governador vem também prometendo que se eleito vai construí-lo. Outra cópia, em uma solenidade, foi colocada nas mãos do governador Ricardo da Coutinho que também prometeu, via PAC, construí-lo.

A sociedade cajazeirense, no trágico acontecimento que vitimou o comerciante Chico do Posto, se postou de joelhos, ao lado de seu corpo, que por várias horas ficou exposto ao sol, no leito da rua, aguardando o encaminhamento para o IML de Patos, chorou.

O choro da sociedade cajazeirense, associada a angustia vivida e também ao desespero por se sentir fraca e incapaz de conseguir forças para resolver o problema, continua na esperança de que um dia a cidade possa ter este serviço. 

No último ato político, realizado pela coligação “A força do Trabalho”, o candidato a governador, em praça pública, diante de uma multidão composta de aliados de toda a Região do Alto Piranhas, voltou a prometer a construção deste equipamento na cidade de Cajazeiras. 

A fala do atual mandatário da Paraíba e candidato à reeleição repercutiram intensamente no seio da sociedade cajazeirense e sertaneja, que esperam que ela não seja mais uma promessa, dentre muitas, que já ouvimos de outros candidatos em véspera de eleições.

Voto de confiança, nota de crédito, cédula de garantia e outras frases foram citadas por muitos cajazeirenses, com relação a fala de Ricardo, o candidato, que tem dito quando promete, realiza.

Por outro lado, sabedor desta demanda de Cajazeiras, Cássio, em todas as suas falas também tem prometido a construção deste equipamento.

A esperança continua.

Asfalto para Engenheiro Ávidos

Com a eleição de Jeová Campos, para deputado estadual, a possibilidade de termos a estrada que liga a BR 230 ao Distrito de Engenheiro Ávidos asfaltada aumenta consideravelmente. Ele tem sido um persistente “cobrador” desta obra e em alguns momentos, quando da visita do governador Ricardo Coutinho a nossa cidade, tem sido até “abusado” em seu modo pedir a obra e o instigado a se comprometer com sua construção, como aconteceu no último comício realizado em Cajazeiras, quando o mesmo anunciou que iria realizá-la. 

Com sua eleição ele dispõe agora da tribuna da Assembléia e sua voz terá um peso bem maior para cobrar o asfalto, seja quem for o “inquilino” do Palácio da Redenção.
A esperança continua.

"Atenção! Portas do coração em automático! Em caso de despressurização poética, Máscaras teatrais cairão sobre vossas cabeças... apertem os cintos. Nós vamos decolar...


Aqui (quinta-feira na APCEF) começa o nosso voo poético!!!"
(bira) 
Lembrando: O Amor é um Móbile - Recital Poético-Musical, com Ubiratan di assis e Clizenit Pinheiro - direção Eliezer Rolim - na APCEF - Altiplano - João Pessoa (PB) dias 30 e 31 de outubro, as 20:30h. Imperdível! 

"Não é, Fernando, meu amore?" Para não dizer que não falei das flores.

É por isso que...

Leonardo Boff

A atual eleição presidencial à luz da história antipovo do país
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Nada melhor do que ler as atuais eleições à luz da história brasileira – na tensão entre as elites e o povo.

Como nos ensina Caio Prado Júnior, nossa formação social desigual repousa sobre quatro pilares difíceis de ser movidos: a grande propriedade da terra concentrada nas mãos de poucos; o predomínio da monocultura; a produção voltada para o mercado externo; e o regime de trabalho escravo.

A independência de Portugal não alterou nenhum desses pilares. Os que naquela época sonharam com um Brasil diferente propunham a troca da grande pela pequena propriedade nas mãos de quem trabalhava; da monocultura para a policultura; da produção para o mercado internacional por outra voltada para o autoconsumo e para o abastecimento do mercado interno; do trabalho escravo pelo trabalho familiar livre.

Houve geral oposição dos grandes proprietários escravistas a qualquer dessas medidas, e foram combatidos a ferro e fogo levantes populares que apontavam para qualquer medida democratizante na economia, na política e, sobretudo, nas relações de trabalho. Basta rememorar algumas dessas revoltas: a Balaiada, no Maranhão; a Cabanagem, na Amazônia; a Praieira, em Pernambuco; e a Farroupilha, no Sul.

A Revolução de 1930, com seu viés nacionalista, mesmo que parcialmente, deslocou o eixo do país do mercado externo para o interno; do modelo agrário exportador para o de substituição de importações; do domínio das elites exportadoras do café do pacto Minas-São Paulo para novas lideranças das zonas de produção para o mercado interno; do voto censitário para o voto universal (menos para os analfabetos); das relações de trabalho ditadas apenas pelo poder dos patrões para a sua regulação, pelo menos na esfera industrial, com a criação do Ministério do Trabalho e das leis trabalhistas voltadas para a classe operária.

Getúlio Vargas implantou uma política corporativista de apaziguamento entre as classes e de cooperação entre capital e trabalho, entre operários e capitães da indústria em torno de um projeto de industrialização e defesa dos interesses nacionais.

Nesta campanha eleitoral, certos meios criaram o lema “Fora PT”. Busca-se acabar com a “ditadura” do PT para instaurar a “ditadura” do mercado financeiro. O que realmente incomoda? A corrupção e o mensalão?

A meu ver, o que incomoda, em que pesem todos seus limites, são as medidas democratizantes, como o Prouni e as cotas nas universidades para os estudantes vindos da escola pública e para aqueles cujos avós vieram dos porões da escravidão; a reforma agrária; a demarcação e homologação em área contínua da terra ianomâmi contra meia dúzia de arrozeiros, assim como todos os programas sociais.

Os que sobem o tom, dizendo que tudo no país está errado, em que pesem a melhoria do salário mínimo, a criação de milhões de empregos, a ampliação das políticas sociais em direção aos mais pobres, a criação do Mais Médicos etc., posicionam-se contra as políticas que visam assegurar direitos cidadãos, ampliar a democratização da sociedade, combater privilégios e, sobretudo, colocar um pouco de freio (insuficiente, a meu ver) à ganância e à ditadura do capital financeiro e do mercado.

São essas as razões do meu voto para outro projeto de país que atende as demandas sempre negadas às grandes maiorias. É por isso que votei em Dilma Rousseff no primeiro turno e o farei no segundo, respeitando outras escolhas
.

Borbulhas de ódio

S/C

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Eita! É preciso muito amor...



Para promover a paz, casal de SP batiza o filho de Dilmécio.




Aos 44 do segundo tempo: a revista da Marginal Pinheiros entra em campo!

:

Não sou muito de me animar com coisas que vêm de lá. Porém, talvez, quem sabe, não consiga fazer a alegria de quem anda desmilinguido com a alta do dólar.

NYT elogia Brasil, governo Dilma e ressalta: "País pode ter a resposta para os EUA" -

InfoMoney 





O Papa Francisco continua chocando os homens de má vontade. Os de boa vontade, aos poucos, voltam a abrir os olhos e a mente para a igreja católica.

Papa convoca católicos a lutar contra todas formas de pena de morte

"Frequentemente são apresentados como confrontos entre criminosos ou consequência do uso necessário, razoável e proporcional da força para aplicar a lei", lamentou o Pontífice

Desidratação

Pesquisa saindo do fogo!

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Ele usou a verba mas disse não estar presente. É mesmo que fumar e não tragar.

NO JAPÃO
Novo ministro de economia, Yoichi Miyazawa,  admite uso de verba pública em bar sadomasoquista.


Gabinete gastou 18.230 ienes (cerca de R$ 420), mas Yoichi Miyazawa disse não estar presente.

Falar é muito perigoso. É 'mió' calar.

A língua é minha pátria

Juca Kfouri


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O português Fernando Pessoa escreveu que pátria e língua se confundem e o baiano Caetano Veloso deve olhar divertido para quem segue à risca sua intenção de “criar confusões de prosódia”.

Porque quando um paulista fala “sacanagem” não imagina como pega mal no Rio de Janeiro, pois remete (epa!) à fornicação.

Ou quando um mineiro fala “leviana” ignora que no nordeste soa como prostituta.

Ou, ainda, quando um gaúcho fala “goleira”‘se refere à meta e não ao feminino de goleiro.

O mineiro Guimarães Rosa escreveu que “viver é muito perigoso”.

Falar também é.

Enquanto alguns se encarregam de falar apenas de coisas ruins, caprichamos em postar tudo aquilo que nos permita um leve bocejar.


Escola pobre do Piauí tem 153 medalhas de matemática. Quer saber como?

Thiago Varella - do UOL




  • A escola foi considerada a instituição estadual com a maior média no Enem 2012 do Piauí
    A escola foi considerada a instituição estadual com a maior média no Enem 2012 do Piauí
À primeira vista, parece que uma coisa não combina com a outra. Cocal dos Alves, cidade do interior do Piauí, está entre as 30 cidades com o pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país. De 0 a 1, o município tem índice 0,498, na posição 5.535, entre 5.565 cidades.
Ao mesmo tempo, Cocal dos Alves possui uma das mais premiadas escolas públicas do país, campeã em diversas olimpíadas do conhecimento e com inúmeras aprovações em vestibulares de universidades públicas do Piauí. A escola de ensino médio Augustinho Brandão foi considerada a instituição estadual com a maior média no Enem 2012 em todo o Estado -- o resultado do Enem 2013 por escola ainda não foi divulgado.
Como pode uma escola pública ter tantos casos de sucesso em olimpíadas e vestibulares em um local tão carente e desprovido de ajuda? Assim como tudo nesta história, a resposta é ao mesmo tempo simples e um tanto complexa. No caso da escola Augustinho Brandão bastou juntar um grupo de professores cheios de vontade de mudar uma cruel realidade social.
"São 12 anos de estrada. Em 2003, éramos um grupo de jovens professores que simplesmente começou a trabalhar de maneira séria", explica a atual diretora da escola, Aurilene Vieira Brito.
Ao mesmo tempo que implantaram um trabalho intenso em sala de aula, eles foram atrás de qualificação e conhecimento para ensinar – e posteriormente cobrar – os alunos. Tudo isso, enquanto se viravam para lecionar em uma escola sem estrutura.
Em pouco tempo, os professores começaram a notar a diferença. É verdade que, com um ensino mais puxado, as cobranças também se intensificaram. No começo, alguns alunos chegaram até a cogitar desistir da escola, por causa da dificuldade. Mas, algo os motivou a continuar.
Dois anos depois da mudança de mentalidade e de metodologia, um dos professores decidiu inscrever alguns alunos da escola em uma competição de matemática, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep).
"Nossos alunos arrebentaram. A Obmep serviu como avaliação do nosso trabalho. Um termômetro que nos mostrou que estávamos no caminho certo", afirma Aurilene.
O professor responsável pela aventura que acabou se tornando um dos maiores casos de sucesso de uma escola no país se chama Antonio Amaral. Quando conversou com a reportagem do UOL, ele estava no Rio de Janeiro, gravando um vídeo de resoluções da última prova da Obmep, a convite da organização da olimpíada.
Divulgação
A escola Augustinho Brandão, no Piauí, já conquistou várias medalhas em olimpíadas
"Todos os anos, conseguimos premiar quase todos os alunos que participam da Obmep. Mais do que menções honrosas e medalhas de bronze, que mostram que estamos entre as melhores escolas do Piauí, já conquistamos também várias medalhas de prata e ouro, o que prova que nossos estudantes conseguem competir com outros de escolas de todo o país", disse Amaral.
Após o sucesso na OBMEP, com 153 premiações até o momento, a escola começou a inscrever seus estudantes em outras olimpíadas, e já obteve êxito em competições de química, física, robótica, entre outras.
Segundo Aurilene, toda esta dedicação dos professores e alunos é pouco recompensada pelo Estado. A preparação para as olimpíadas é feita "na raça", depois do horário de aula, por professores que não recebem nem um centavo a mais para isso.
"Nós preparamos aulas extras nos finais de semana que antecedem as olimpíadas para treinar os alunos. Até o lanche que servimos sai do nosso bolso. Se tem resultado, é porque damos a cara a tapa. De cima para baixo, nada acontece", desabafou.

Vestibular

Apesar do ótimo desempenho na Obmep, o maior motivo de orgulho da escola é o bom resultado em vestibulares.
Os vestibulandos da Augustinho Brandão têm entre 70 e 80% de aprovação. Em 2010, segundo a diretora, todos os alunos que prestaram vestibular passaram. Até hoje, três estudantes foram aprovados no curso de medicina. O sucesso é tanto que, em Teresina, capital do Estado, existe uma república de estudantes formada somente de ex-alunos do colégio de Cocal dos Alves.
São esses estudantes que saem para estudar na capital que incentivam quem está entrando agora a se dedicar no ensino médio. São eles, também, que estão começando a mudar o panorama de pobreza do município.
"O psicólogo e o fisioterapeuta da cidade são ex-alunos nossos. Esses profissionais viram exemplos para quem está agora na escola. Mesmo quem ainda não se formou, mas está em um curso de ponta, já é visto como alguém que mudou de vida na cidade. Alguém que ascendeu socialmente", contou o professor Amaral.
Antigamente, o grande objetivo dos estudantes de Cocal dos Alves era se formar no ensino médio para tentar a vida no Rio de Janeiro. Agora, os jovens almejam ir para a capital do Estado se formar para, depois, retornarem à cidade natal em busca de melhorar a vida da população, contam os professores.
"Um de nossos orgulhos é um estudante que está no oitavo semestre de engenharia civil na UFPI [Universidade Federal do Piauí], em Teresina. Ele era um aluno bom, dedicado, mas extremamente carente. Só recentemente, sua casa recebeu luz elétrica graças a um programa do governo federal", disse Amaral.

"não é escalando a montanha das virtudes morais que alcançamos o amor de Deus."

Deus é gay?

Frei Betto - O Globo



Jesus transitou, sem discriminação, entre o mundo dos ‘pecadores’ e dos ‘virtuosos’. Agora, o papa Francisco ousa se erguer contra o cinismo

Nunca antes na história da Igreja um papa ousou, como Francisco, colocar a questão da sexualidade no centro do debate eclesial: homossexualidade, casais recasados, uso de preservativo etc. O Sínodo da Família, realizado no Vaticano, só dará sua palavra final sobre esses temas em outubro de 2015, quando voltará a se reunir.

Quem, como eu, transita há décadas na esfera eclesiástica sabe que é significativo o número de gays entre seminaristas, padres e bispos. Por que não gozarem, no seio da Igreja, do mesmo direito dos heterossexuais de se assumir como tal? Devem permanecer “no armário”, vitimizados pela Igreja e, supostamente, por Deus, por culpa que não têm?

É preciso reler o Evangelho pela ótica gay, como pela feminista, já que a presença de Jesus entre nós foi lida pelas óticas aramaica (Marcos); judaica (Mateus); pagã (Lucas); gnóstica (João); platônica (Agostinho) e aristotélica (Tomás de Aquino).

A unidade na diversidade é característica da Igreja. Basta lembrar que são quatro os evangelhos, não um só: quatro enfoques distintos sobre Jesus. Até a década de 1960, predominava no Ocidente uma única ótica teológica: a europeia, tida como “a teologia”. O surgimento da Teologia da Libertação, com a leitura da Palavra de Deus pela ótica dos pobres, causa ainda incômodo aos que consideram a ótica eurocentrada como universalmente ortodoxa.

Diante dos escândalos de pedofilia, dos 100 mil padres que abandonaram o sacerdócio por amor a mulheres, e da violência física e simbólica aos gays, Francisco ousa se erguer contra o cinismo dos que se arvoram em “atirar a primeira pedra.”

Como Jesus, a Igreja não pode discriminar ninguém em razão de tendência sexual, cor da pele ou condição social. O que está em jogo é a dignidade da pessoa humana, o direito de casais gays serem protegidos pela lei civil e educarem seus filhos na fé cristã, o combate e a criminalização da homofobia, um grave pecado. A Igreja não pode continuar cúmplice e, por isso, acaba de superar oficialmente a postura de considerar a homossexualidade um “desvio” e “intrinsecamente desordenada”.

A dificuldade de a Igreja Católica aceitar a plena cidadania LGTB se deve à sua tradição bimilenar judaico-cristã, que é heteronormativa. Por isso, os conservadores reagem como se o papa traísse a Igreja, a exemplo do que fizeram no passado, quando se recusaram a aceitar a separação entre Igreja e Estado; a autonomia das ciências; a liberdade de consciência; as relações sexuais, sem fins procriativos, dentro do matrimônio; a liturgia em língua vernácula.

Deus é gay? “Deus é amor”, diz a Primeira Carta do apóstolo João, e acrescenta “o amor é de Deus, e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus.” E, se somos capazes de nos amar uns aos outros, “Deus permanece em nós.”

Por ser a presença de Deus entre nós, Jesus transitou, sem discriminação, entre o mundo dos “pecadores” e dos “virtuosos”. Não apedrejou a adúltera; não fugiu da prostituta que lhe enxugou os pés com os cabelos; não negou a Madalena, que tinha “sete demônios”, a graça de ser a primeira testemunha de sua ressurreição. Jesus também não se recusou a dialogar com os “virtuosos” — aceitou jantar na casa do fariseu; acolheu Nicodemos na calada da noite; dialogou sobre o amor samaritano com o doutor da lei; propôs ao rico que, “desde jovem” abraçava todos os mandamentos, a fazer opção pelos pobres.

Sobretudo, ensinou que não é escalando a montanha das virtudes morais que alcançamos o amor de Deus. É nos entregando a esse amor, gratuito e misericordioso, que logramos fidelidade à Palavra.

Fé, confiança e fidelidade são palavras irmãs. Têm a mesma raiz. E a vida ensina que João é fiel a Maria, e vice-versa, não porque temem o pecado do adultério, e sim porque vivem em relação amorosa tão intensa que nem cogitam a menor infidelidade.




Eta povo sabido da 'mulesta'. Só tava faltando um pouco mais de atenção pra essa gente bronzeada mostrar seu valor.

Duas estudantes brasileiras vencem concurso de projetos inovadores de Harvard

Georgia Sampaio e Raíssa Müller, ambas de 19 anos, vão expor seus trabalhados para investidores em novembro

O Globo


As jovens Raíssa (esq.) e Georgia (dir.) foram escolhidas entre 80 inscritos
Foto: Reprodução


RIO - As estudantes brasileiras Georgia Gabriela da Silva Sampaio, de Feira de Santana (BA), e Raíssa Müller, de Novo Hamburgo (RS), ambas com 19 anos, foram selecionadas para o “Village to Raise a Child", programa que incentiva projetos inovadores de empreendedorismo social promovido por alunos da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Foram 80 inscritos no total, e, além das representantes do Brasil, outros três participantes vindos do Sri Lanka, Filipinas e Nepal foram premiados. No próximo mês, em novembro, os escolhidos vão participar de uma conferência no campus da faculdade americana para expor seus projetos para investidores do mundo todo e para conhecer a universidade.

Pela primeira vez, o evento foi realizado por um grupo de alunos, ex-alunos e professores de Harvard com o objetivo de tornar conhecidas ideias que impactem a comunidade em que os autores vivem.

Motivada pelo diagnóstico de endometriose da tia e a consequente extração do útero, Georgia pesquisa há três anos a criação de um método menos invasivo e mais barato, por meio de exame de sangue, para identificar a doença que acomete as mulheres. A jovem cogitou a possibilidade de herdar a patologia, mas a hipótese foi descartada até o momento.

Após ter concluído o ensino médio no ano passado, a baiana pretende este ano disputar uma vaga em uma universidade americana, onde quer conciliar cursos de engenharia e algo no campo das ciências biológicas.

Já Raíssa Müller é estudante do ensino técnico em química e criou uma espécie de esponja que repele água e absorve óleo e poderia, por exemplo, ser utilizada em acidentes com derramamento de óleo no mar. Depois de concluir o ensino técnico de quatro anos no ano que vem, e também quer disputar uma vaga em uma universidade americana para mesclar estudos de psicologia e neurociência.

Os estudantes selecionados no concurso estão realizando uma campanha on-line para arrecadar fundos aos projetos.