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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Leila Diniz manda o seu recado: "O povão vota pelo pé na bunda desses coronéis acajus da velha política". Comportem-se, garotas!

Faça-se a luz!

Pressão de Fux por nomeação da filha faz OAB alterar processo de escolha

Em uma noite de outubro de 2013, diante de mil pessoas em uma suntuosa festa de casamento no Museu de Arte Moderna do Rio, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux cantou uma música que havia composto em homenagem à noiva, a filha Marianna. A emoção do ministro da mais alta corte do país e sua demonstração de amor à filha impressionaram os convidados.

Meses depois, o pai passaria a jogar todas as fichas em outro sonho da filha: aos 33 anos, ela quer ser desembargadora no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Marianna concorre a uma das vagas que cabem à OAB no chamado quinto constitucional -pela Constituição, um quinto das vagas dos tribunais deve ser preenchido por advogados, indicados pela OAB, e por representantes do Ministério Público.

A campanha do pai para emplacar a filha, materializada em ligações telefônicas a advogados e desembargadores responsáveis pela escolha, tem causado constrangimento no meio jurídico.

Marianna Fux em evento na Academia de Letras Jurídicas, no Rio
Marianna Fux em evento na Academia de Letras Jurídicas, no Rio

A situação levou a OAB a mudar o processo de escolha, com o objetivo de blindar-se de possíveis críticas de favorecimento à filha do ministro.
A vaga está aberta desde julho, com a aposentadoria do desembargador Adilson Macabu. A disputa tem recorde de candidatos: 38.

Tradicionalmente, os candidatos têm os currículos analisados por cinco conselheiros da OAB. Quem comprova idoneidade e atuação em cinco procedimentos em ações na Justiça por ano, durante dez anos, é sabatinado pelos 80 conselheiros da OAB. Por voto secreto, chega-se a seis nomes.
De uma nova sabatina com os conselheiros sai lista com três nomes para a escolha final pelo governador.

Dessa vez, a OAB decidiu mudar o processo, que deve ser concluído no dia 9 de outubro. A pré-seleção dos currículos, feita em julho, foi anulada.
Agora, todos os conselheiros (inclusive os suplentes) vão fazer a triagem.
Os habilitados serão escolhidos em voto aberto.

"Estamos entre o mar e a rocha. Achamos melhor abrir o processo e, assim, todo mundo vê as informações sobre todos e faz a escolha", disse um dos dirigentes da OAB.

A Folha apurou que Fux procurou conselheiros e desembargadores. De oito conselheiros ouvidos, quatro relataram que o ministro lembrou, durante as conversas, quais processos de que cuidavam poderiam chegar ao STF. Três desembargadores contaram que Fux os lembrou da candidatura de Marianna. Todos foram convidados para o casamento da filha.

As discussões tornaram tensas as sessões da OAB: "Como ela [Marianna Fux] vai entrar mesmo, é melhor indicar e acabar logo com isso", disse o conselheiro Antônio Correia, durante uma sessão.

Procurado, Fux informou, por meio da assessoria, que não comentaria o caso.

EXPERIÊNCIA

Na disputa, Marianna enfrenta só uma concorrente com a mesma idade: Vanessa Palmares dos Santos, 33. Os outros 36 candidatos têm idades entre 38 e 65 anos. Dois já foram finalistas da OAB em outras seleções, e metade tem mais de 20 anos de advocacia.

Marianna não havia passado pelo crivo inicial do conselho da OAB, por não ter anexado documentos comprovando a prática jurídica. Em vez disso, apresentou uma carta assinada por Sergio Bermudes, amigo pessoal de Fux e ex-conselheiro da OAB. Marianna é sócia de seu escritório desde 2003.

Na carta, Bermudes declara que ela exerceu "continuamente, nesses mais de dez anos, a atividade de consultoria e assessoria jurídica". Com a recusa da carta, Marianna, então, anexou uma série de petições para comprovar sua experiência.
Folha analisou o dossiê entregue por Marianna. Ela não conseguiu atender a exigência nos anos de 2007, 2008, 2009 e 2010. Mesmo assim, seu nome seguiu na seleção. A OAB alega que o regulamento deixa brechas para interpretações.
Marianna Fux não respondeu e-mails da reportagem nem recados deixados no escritório de Sergio Bermudes.

Na próxima análise dos currículos, um grupo de 20 advogados planeja impedir que a filha do ministro Fux siga no processo de seleção. O presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz, não comentou o caso.
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RAIO-X - MARIANNA FUX
IDADE 33 anos
FORMAÇÃO Graduada em direito pela Universidade Candido Mendes

CARREIRA Sócia do Escritório de Advocacia Sergio Bermudes desde 2003, com atuação nas áreas cível, empresarial e administrativa 

Um pouco de açúcar para adoçar um dia de segunda.

Uma 'Villa' jamais terá a dimensão de uma cidade. Suas idéias...(idem)

O PSDB está mergulhando numa profunda crise. As previsões dos especialistas são as de que os tucanos vão encolher na Câmara, no Senado e nos governos estaduais. 

Ilimar Franco
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Além disso, o partido não terá mais expectativa de poder. Se a presidente Dilma for reeleita, Marina Silva será a alternativa de poder para 2018. Se Marina vencer, quem assumirá a bandeira da oposição será o PT. Uma derrota em Minas deixará o partido ainda mais paulista.
O feitiço se voltou contra o feiticeiro. Tudo que Villa havia previsto acontecer contra o PT, vai desabar contra o PSDB.

S/C

O eterno ser do contra.

Aprovação a ciclovias humilha o maníaco de Veja 
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Dois dias atrás, o blogueiro Reinaldo Azevedo rotulava o prefeito Fernando Haddad como "maníaco" por tentar implantar ciclovias em São Paulo; veio a pesquisa Ibope e mostrou que quase 90% dos paulistanos são favoráveis a elas; um dia depois, veio o Datafolha e mostrou que a aprovação ao prefeito subiu em razão, principalmente, da política de estímulo a meios alternativos de transporte – o que tem o apoio até da revista Veja; inconformado, o blogueiro neocon de Veja agora rotula Haddad como "o Odorico Paraguassu da bike"; Reinaldo, que vinha contando os dias para a saída de Haddad da prefeitura, talvez tenha que refazer as contas; por que não mais quatro anos?

O mundo em movimento. Quem fica parado é poste.

Madrid cerrará su centro al tráfico




domingo, 21 de setembro de 2014

Era isso que eu queria dizer. Sinto-me representado.

Danilo Gentili é mais que um rematado idiota, é um covarde

Não satisfeito, ele se une a gente como Roger, que se vangloria de um QI à altura do Everest e escora sua sabedoria no exílio passado na América, onde deve ter feito estágio na Ku Klux Klan



Acabou A Grande Família, depois de 13 anos quase ininterruptos, e acabou em grande estilo, com artimanha de metalinguagem, o último capítulo brincando de ficção em dobro. Deixa saudade. Vai embora, na Globo, a longeva família suburbana e fica, no SBT, a molecagem subintelectual de The Noite. Danilo Gentili é um rematado idiota e, não satisfeito, ainda se cerca de sumidades anedóticas como aquele Roger, sempre um Ultraje.

Gentili construiu sua, hum, notoriedade graças ao episódio que este colunista testemunhou: a suposta agressão por parte de guarda-costas de Sarney, durante a comemoração da vitória de Dilma Rousseff em 2010, num hotel de Brasília. Na verdade, foi o varapau vira-latas que, no acotovelo da multidão, se arremessou sobre o ex-presidente, com aquela grosseria que caracteriza o padrão Pânico de provocação e desrespeito. Já o Roger vangloria-se de um QI à altura do Everest, que ele prefere sonegar à tevê, e escora sua sapiência nos anos de autoexílio na América, onde, a julgar pelo que diz, deve ter cumprido um proveitoso estágio na Ku Klux Klan.

Bastaram 20 minutos, nesta semana, para que ruíssem estrepitosamente o arcabouço ideológico e a fraude ética que sustentam todo aquele esforçado exercício de gracinhas e de torpezas. Luciana Genro, candidata do PSOL à Presidência, aceitou submeter-se ao risco mais do que previsível do deboche. Atrevida, a moça. Sua firmeza desarmou os engraçadinhos. Sua sinceridade levou-a a recomendar ao, bem, entrevistador: “Se tu estudar um pouquinho...”

As redes sociais extrapolaram o episódio, mas na verdade Luciana disse-o sem agressividade. O, vá lá, anfitrião, em resposta humilhada, postou uma montagem relacionando a candidata ao ídolo dele, Adolf Hitler. Mostrou que, além de idiota, é um covarde.

Quando vemos algo tão revelador vindo de um continente tão abanado, insistimos nas braçadas para não atrapalhar o nado.

Aumento no número de mendigos muda a paisagem social da Suécia, conhecida por ser um dos países mais igualitários do mundo

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Meu Deus, o que se passa? Essa raiva, esse ódio...

Estas praças poderiam ser instaladas na Praça João Pessoa, em Cajazeiras. Ficaria uma beleza sem a necessidade de se contratar empreiteiras. 'Baratin', 'baratin'...



Conheça os parklets, minipraças instaladas em vagas de carros que começam a aparecer nas ruas de São Paulo.


Se dedicar pela causa do próximo demonstra cidadania e solidariedade

Fogo-pagou! Tem fogo de palha se apagando lá pras bandas de Cajazeiras. O efeito 'Gobira' tá provocando uma tremedeira.


Fogo-pagou 
Luiz Gonzaga


Tive pena da rolinha que o menino matou
Tive pena da rolinha que o menino matou
Mas depois que torrou a bichinha, comeu com farinha, gostou
Mas depois que torrou a bichinha, comeu com farinha, gostou

Fogo-pagou, fogo-pagou, tem dó de mim
Fogo-pagou, fogo-pagou é sempre assim

Todo mundo lamenta a desgraça 
Que a gente passa num dia de azar
Mas se disso tirar bom proveito,
Sorri satisfeito fingindo chorar.

"Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes” (Mateus 25:40).

A busca pelos ‘excluídos do Bolsa Família’ encontra os brasileiros invisíveis

El País


Na porta de uma das casas de barro da zona rural de Alto Alegre do Pindaré (no oeste maranhense), Lucas, de 3 anos, brinca com um pássaro jaçanã morto ao lado das irmãs Ludmila, 6, e Bruna, 5. Dentro da casa, a mãe, Maria Eliane da Silva, de 22 anos, cuida do filho mais novo de oito meses quando uma equipe da Secretaria de Assistência Social entra para conversar com ela sobre o Bolsa Família.

A família só se cadastrou no programa do Governo federal agora, porque antes não tinha os documentos necessários, apesar de nunca ter tido nenhuma fonte segura de renda na vida. O marido de Maria faz bicos e recebe, quando consegue trabalho, em média 30 reais por dia. Nos meses bons, paga os 50 reais de aluguel da casa de três cômodos e compra comida para os filhos. Nos meses ruins, todos passam dias à base de uma papa feita de farinha e água, contam eles.

No município, seis de cada dez pessoas vive na pobreza, sendo que quatro delas estão em famílias cuja renda per capta não chega a 70 reais –são as consideradas extremamente pobres. As opções de trabalho são escassas: uma pequena rede de comércio no centro e cargos na prefeitura. A maioria das pessoas trabalha como diarista em roças ou no “roço da juquira”, a limpeza de áreas desmatadas para o pasto do gado. Cerca de metade dos moradores depende da bolsa do governo.

A equipe da prefeitura de Alto Alegre do Pindaré que visitava a casa de Maria Eliane fazia a chamada “busca ativa”, que tem o objetivo de procurar pessoas em situação de extrema pobreza que ainda não estão incluídas no benefício. Estima-se que 25% dos pobres do município que teriam direito à bolsa ainda não a recebem.

O EL PAÍS acompanhou o trabalho da equipe por dois dias na semana passada. Nas visitas, presenciou casos como o de Antônia Costa, de 31 anos, que se prostitui para complementar a renda; de Francilene Araújo, uma adolescente de 14 anos recém-casada que nunca saiu do povoado onde mora, ou de Sara de Jesus, grávida de quatro meses, que passa fome ao lado da filha de quatro anos. Nenhuma foi atrás do benefício ou porque moram longe da secretária, onde é possível fazer o cadastro, ou por não terem os documentos necessários (CPF ou título de eleitor). Ao identificar casos assim, a equipe cadastra as famílias, explica como o programa funciona e explica como tirar os documentos –muitos não sabem que a primeira via é de graça.

A equipe de “busca ativa” atua na cidade há um ano, mas ainda não visitou todos os cerca de 200 povoados porque muitos só são acessíveis por meio de estradas de difícil acesso. A secretaria não tem carro adequado para chegar a esses locais, mas afirma que uma caminhonete chegará nos próximos meses. Um barco também foi comprado para que fosse possível alcançar as áreas ribeirinhas ou que alagam na temporada de chuva, mas o piloto ainda espera a chegada da habilitação para poder manejá-lo. No mês passado, 44 famílias foram “captadas” nas visitas.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome diz que o governo lançou a ação há três anos e, neste período, as equipes municipais conseguiram localizar 1,35 milhão de famílias. Atualmente, 13,9 milhões de casas recebem o Bolsa Família (cerca de um quarto da população brasileira), quase um milhão delas no Maranhão, onde se concentra a maior proporção de pobres do Brasil.

Para a ONU, o programa teve uma importante participação na redução da fome no país, que nos últimos anos caiu pela metade.(...)

A paz invadiu o meu coração...


21 de setembro é o Dia Internacional da Paz. "O Dia Internacional da Paz reflete a aspiração mais profunda de todos os povos de viverem juntos em liberdade e igualdade de dignidade e direitos." Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO.

"Os três candidatos mais bem situados nas pesquisas da eleição presidencial estão mais conservadores do que O Globo, simbolo de conservadorismo em nosso país"

Aborto precisa ser discutido sem hipocrisias

Indicadores mostram que interrupção da gravidez é um problema de saúde pública, mas grupos de pressão e poder público

Editorial - O Globo





Uma mulher morre a cada dois dias no Brasil vítima de aborto inseguro. A estimativa é da Organização Mundial de Saúde. Também é da OMS a informação de que o país faz, por ano, cerca de 1 milhão de procedimentos de interrupção da gravidez — quase todos ilegais, ou seja, feitos ao arrepio da legislação, que aceita como legais apenas os casos de contracepção ditados por risco à vida da gestante, estupro e gestação de feto com anencefalia.

Nos óbitos, a grande maioria é de mulheres das faixas sociais mais baixas. Dados da Pesquisa Nacional de Aborto (PNA) mostram que, até completar 40 anos, uma em cada cinco brasileiras já abortou espontaneamente, apesar da criminalização da interrupção da gravidez. Proibido formalmente, mas consentido na prática, o aborto é uma questão que precisa ser discutida.

Estes indicadores são incontestável evidência de que o aborto no Brasil é, acima de tudo, uma questão de saúde pública. E, subjacente, um problema social. A comparação dos números não disfarça a hipocrisia: se há predominância de gestantes pobres entre os registros de óbitos em procedimentos clandestinos, mas pelo menos 20% das brasileiras já fizeram aborto, decorre que quem tem dinheiro paga para interromper a gravidez de forma segura; quem não tem submete-se aos riscos de intervenções de risco.

Apesar dessas evidências, o tema tem estimulado radicalismos, irracionalismos e oportunismo político, em detrimento de uma discussão realista sobre que procedimentos o país precisa adotar para enfrentar a questão. De um lado — a despeito das tragédias familiares que a clandestinidade provoca e mesmo com a laicidade do Estado — grupos religiosos têm agido, nas diversas instâncias das decisões públicas, para evitar até mesmo o debate do assunto. De outro, o poder público, por conveniência política, se dobra às pressões.

É sintomático, por exemplo, que ações oficiais, mesmo as mais tímidas, não vinguem. Caso, por exemplo, de recente portaria do Ministério da Saúde que estabelecia procedimentos para o atendimento no SUS de mulheres com complicações decorrentes de aborto. Nesse caso, o governo federal, pressionado por grupos de evangélicos, voltou atrás e deixou o dito pelo não dito. E é igualmente emblemático que o aborto ainda seja tratado como tabu, na campanha eleitoral, pelos principais candidatos à Presidência.

O país tem de acordar para esse problema. O aborto clandestino leva à morte milhares de mulheres, em casos que, em geral, permanecem desconhecidos. O caso da jovem Jandira Magdalena dos Santos Cruz voltou a trazer a discussão à luz. Ela desapareceu na Zona Oeste do Rio ao procurar uma clínica para interromper uma gravidez indesejada. É preciso deixar a hipocrisia de lado, enfrentar com responsabilidade as pressões que tiram o tema do âmbito da saúde pública para o da religiosidade (e do oportunismo político) e discutir a questão pelo viés que de fato importa.

sábado, 20 de setembro de 2014

Boa noite!

Temos SEMPRE esperança de um mundo mais justo! Sem medo e sem ódio!


Anotem na agenda. O tempo está acabando!

Ah, bom. Precisamos evidenciar essa passagem desbotada na memória

Em documento, Forças Armadas admitem pela primeira vez tortura e mortes durante ditadura

O Globo


Ofício encaminhado à Comissão da Verdade diz que Estado foi responsável por ‘morte e desaparecimento de pessoas’

Não deixa de ser um avanço, mesmo 30 anos depois do fim da ditadura.

Agora, as Forças Armadas não reconhecem claramente que houve torturas e assassinatos de presos políticos, mas dizem não poder negar a afirmação.

Tampouco chegaram a pedir desculpas ao país, mas já é um avanço.

Um dia chegamos lá.

De qualquer forma, a coisa está indo mais rápida do que a Igreja Católica com Galileu Galilei.

Uma das maiores figuras da humanidade, Galileu (1564-1642) teve que abjurar suas descobertas científicas, entre as quais a de que a Terra se movia em torno do Sol. 
Se não renegasse o que escreveu, seria queimado vivo pela Igreja.

Sua obra, que contradizia o disposto na Bíblia, foi proibida durante séculos.
Antes dele, Giordano Bruno (1548-1600) tinha sido levado à fogueira pela Inquisição por defender ideias semelhantes e não se retratar.

Só em 1992, exatamente 350 anos depois de sua morte, Galileu foi reabilitado pela Igreja.

Tenho esperanças de que, de parte dos militares brasileiros, o reconhecimento cabal dos crimes que cometeram na ditadura venha num tempo menor do que os mais de três séculos do caso Galileu.

Cid Benjamim


#Vemproclube. Pejorativo mesmo é passar fome (hehehe)


Da mesma forma que o glorioso Palmeiras transformou o porco em mascote, abraço eu o termo esquerda caviar. 

Pois caviar é coisa boa. Pejorativo mesmo é passar fome hehe. 

Se eu não fosse favorável ao creative commons, até poderia faturar unzinho com o licenciamento da ideia...

Leonardo Sakamoto




A ostentação é a cara da escrotidão. De que adianta roubar sem mostrar a cara da riqueza. São aqueles que exibem adesivos agressivos no para-brisa do carro importado.

Patrimônio de ex-dirigentes do Sest e do Senat chega a R$ 35 milhões
As quatro mulheres presas nesta sexta-feira, durante Operação São Cristóvão, levavam uma vida de luxo e investiam em mansões e carros importado. Um cofre com mais de R$ 1 milhão foi apreendido

Kelly Almeida - C. Braziliense



Durante as buscas e apreensões realizadas na Operação São Cristóvão, deflagrada na manhã desta sexta-feira (19/9), policiais e promotores apreenderam 12 carros de luxo, dólares, euro, jóias e até obras de arte. Dois cofres foram recolhidos em um apartamento no Sudoeste. Até o começo desta tarde, mais de R$ 1 milhão havia sido contabilizado pelos agentes. De acordo com a Polícia Civil, o patrimônio das quatro mulheres presas por suspeita de desvios no Serviço Social do Transporte (Sest) e no Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) está avaliado em R$ 35 milhões.


Os responsáveis pela apuração explicam que, no período das investigações, entre 2011 e 2012, os desvios foram de R$ 20 milhões. Mas, segundo os investigadores, o montante pode chegar a R$ 70 milhões. As apurações começaram na Controladoria-Geral da União (CGU), que notou alterações na folha de pagamento das suspeitas. “Fizemos os cortes dos grandes rendimentos do sistema e apareceu o grupo. Identificamos as diferenças de valores entre salário-base e gratificações. Uma pessoa que recebia R$ 200 mil por ano, por exemplo, teve rendimento de R$ 1 milhão. E isso foge do padrão”, detalhou Israel José Reis de Carvalho, auditor da CGU.

Depois da apuração da CGU, a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco) começou a investigar de forma mais ampla as mulheres que exerciam alguma chefia no sistema e descobriram que elas comandavam uma organização criminosa responsável pelos desvios. As investigações indicaram que, além de diferenças nas folhas de pagamento, havia contratação de autônomos que não exerciam o trabalho contratado ou superfaturavam os valores dos contratos. “E identificamos que essas pessoas contratadas eram sócias ou familiares das mulheres. Fizemos uma força-tarefa para desmanchar esse grupo que atuava há alguns anos”, detalhou o chefe da Deco, Fábio Souza. 

A ostentação das quatro mulheres presas durante a Operação São Cristóvão, Maria Pantoja, Jardel Soares, Ilmara Chaves e Anamary Socha, chamou a atenção até dos investigadores. “Elas não compravam uma mansão. Compravam cinco, seis. Não compravam um carro importado, compravam cinco, seis. Surrupiavam há pelo menos sete anos e começaram a deixar rastros. O valor desviado pode chegar a R$ 70 milhões durante este tempo”, afirma o chefe-adjunto da Deco, Fernando Cocito. Responsáveis por empresas de fachada também são investigados pela polícia. “Identificamos um lava jato que recebeu R$ 1 milhão para oferecer os serviços para o Sest/Senat. Devem ter lavado muitos carros”, complementa Cocito.

Uma quinta dirigente do sistema, que também teve a prisão preventiva decretada, não está em Brasília, mas precisa se apresentar à Polícia Civil para não ser considerada foragida. Quem também precisa entrar em contato com a polícia é o ex-senador Clésio Andrade (PMDB). A Justiça determinou a condução coercitiva de Andrade, mas ele não estava em casa, em Belo Horizonte, quando os policiais do DF chegaram. Ele presidia o Sest/Senat no período investigado. “A suspeita do envolvimento veio quando analisamos os documentos que ele encaminhou à polícia justificando os gastos. Há indicação da participação dele, mas ainda é prematuro dizer quanto ele teria recebido”, explica o delegado Fábio. 

É isso aí...

Recomendamos!



Boitempo Editorial e mais um lançamento para esquentar cenários. A editora acaba de botar nas livrarias um dos textos mais polêmicos do filósofo francês Jacques Rancière. #OÓdioADemocracia levanta questões sobre o sistema político atual de uma forma que poucos cientistas políticos têm coragem de fazer. Sem importar lados ou bandeiras, é um livro para fomentar boas e acaloradas discussões. 

S/C