ac2b

ac2b
agradecemos a PARTICIPAÇÃO DE CAJAZEIRENSES E CAJAZEIRADOS! o NOSSO MUITO OBRIGADO AOS NOSSOS PATROCINADORES!

sexta-feira, 27 de março de 2015

segue o jogo...

SAFRA, GERDAU E EX-CHEFE DA RECEITA CAEM NA ZELOTES

:

Polícia Federal investiga envolvimento do Banco Safra, de Joseph Safra, de uma empresa de Jorge Gerdau e do ex-secretário da Receita Otacílio Cartaxoa em esquema de fraude contra a Receita Federal estimada em R$ 19 bilhões; também foi citado no caso Francisco Maurício Rebelo de Albuquerque Silva, pai do deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), líder do PP, também investigado pela Lava-Jato; Ministério Público Federal e a Corregedoria do Ministério da Fazenda cumpriram 41 mandatos de busca e apreensão nesta quinta-feira.

247 – Além do Banco Safra, de Joseph Safra, a operação Zelotes, da Polícia Federal, que apura fraudes contra a Receita Federal estimada em R$ 19 bilhões, investiga uma empresa de Jorge Gerdau e o ex-secretário da Receita Otacílio Cartaxo.

Deflagrada na manhã desta quinta-feira no Distrito Federal, em São Paulo e no Ceará, em parceria com a Receita Federal, o Ministério Público Federal e a Corregedoria do Ministério da Fazenda cumpriram 41 mandatos de busca e apreensão.

A quadrilha, segundo a PF, fazia um “levantamento” dos grandes processos no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), procurava empresas com altos débitos junto ao Fisco e oferecia "facilidades", como anulação de multas. O esquema teria sido iniciado em 2005, mas começou a ser investigado pela PF em 2013.

Segundo reportagem do Globo, além deles, foi citado no caso Francisco Maurício Rebelo de Albuquerque Silva, pai do deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), líder do PP, também investigado pela Lava-Jato.


s/c

quinta-feira, 26 de março de 2015

a estrutura balança...

OPERAÇÃO ZELOTES: PF FEZ BATIDA NO BANCO SAFRA
247


Homens de preto visitaram, nesta quinta-feira, a sede do Banco Safra, na Avenida Paulista, em São Paulo; lá, no banco de Joseph Safra, um dos bilionários mais ricos do País, foram cumpridos mandados de busca e apreensão; batida foi parte da Operação Zelotes, da Polícia Federal, que apura fraudes contra a Receita Federal; desvios, estimados em R$ 19 bilhões, podem superar os valores da Lava Jato; nesta primeira fase da operação, já foram apreendidos R$ 1,3 milhão em espécie; estão sendo investigadas instituições financeiras, como grandes bancos, empresas do ramo automobilístico, da indústria, da siderurgia e da agricultura, além de dez integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais e escritórios de advocacia e de contabilidade; ao 247, Safra afirmou que não irá se pronunciar sobre o caso

o nordestino inova para sobreviver

No PI, agricultura familiar sobrevive graças a 'barragens subterrâneas'

Fabiana Maranhão - UOL


O agricultor José Teixeira Gomes, 62, morador de Jaicós (a 379 km de Teresina), ganhou há cerca de um ano um aliado na batalha para conseguir água para a agricultura. Uma barragem feita embaixo do solo ajuda a reter a água da chuva, possibilitando o cultivo.

A reportagem do UOL percorreu mais de mil quilômetros entre os Estados do Ceará, do Piauí e de Pernambuco em busca de exemplos de como é possível driblar a escassez de água. As experiências podem servir de lição para a região Sudeste, que enfrenta uma grave crise de falta de água desde o começo de 2014.

Barragem é uma construção feita em rios para juntar água, acima do nível do chão. A de seu Gomes, no entanto, fica embaixo da terra e tem um propósito diferente.

Chamada de 'barragem subterrânea', ela consiste numa barreira de lona plástica colocada sob o solo em uma área baixa, que acumula água no período de chuva. A ideia é impedir que essa água escorra, com isso, ela consegue encharcar o terreno.

Essa tecnologia também inclui uma espécie de muro baixo de cimento, ao lado da barreira, por onde o excesso de água escoa, evitando assim que a área fique inundada.

"A barragem subterrânea é feita não para acúmulo de água, e sim para que a água [da chuva] possa bater no sangradouro e infiltrar. É como se fosse um lençol freático", explica Antônio Walisson de Souza, da Cáritas Piauí, entidade que ajuda os agricultores na construção dessas barragens.

Com a terra molhada, seu Gomes pode cultivar frutas e verduras. "Toda vida eu plantei meus pedaços de roça só na época do inverno [quando chove]. Na época do verão, não plantava nada por falta de água", lembra.

Quando o período chuvoso termina, ele consegue irrigar as plantas com a água que acumula em um poço erguido perto das barreiras, previsto no projeto da barragem. A água entra no tanque por meio de pequenas fendas.


O custo da "barragem subterrânea" é de cerca de R$ 5.000 e demora quatro dias para ser construída. Existem cerca de 2.240 unidades no semiárido nordestino, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

"no tempo da insegurança a gente nem tinha nascido..."

vamos celebrar o talento do artista brasileiro: viva ivan lins

Dos mais internacionais artistas da MPB, Ivan Lins celebra 70 anos com CD novo, biografia e até um balé

Novo álbum de estúdio do compositor, ‘América, Brasil’, chega às lojas na semana que vem

POR SILVIO ESSINGER - O Globo



Ivan Lins
Foto: Leo Martins

RIO — A beleza do mundo, “produzida por milhares e milhares de compositores”, empurra Ivan Lins a não parar de fazer música. Seja Milton Nascimento ou Coldplay, o que não falta é inspiração para ele se debruçar sobre o piano e compor mais uma canção.

E, se os 70 anos de idade estão aí, batendo à porta (o aniversário, em 16 de junho, será comemorado com um show fechado para família e amigos, na Miranda), eles não encontrarão um homem voltado ao passado — mesmo que glorioso, de canções gravadas pelos maiores intérpretes da MPB (a começar por Elis Regina , que o lançou em 1969, com “Madalena”) e do jazz (Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald, Dianne Reeves). Encontrarão, isso sim, um compositor inquieto, cheio de projetos e de novas parcerias (entre elas, com o rapper português Agir, com quem gravou a canção “Talvez um dia”), confiante de que a internet “ainda vai ser muito boa, inclusive para a música de qualidade”.

— Esses novos parceiros são outras cabeças, que abrem a minha — conta Ivan, que inicia hoje as celebrações da série “viva Ivan” ao participar, às 20h, do show que o cantor João Senise faz, na Sala Cecília Meireles, para lançar o CD “Abre alas — Canções de Ivan Lins”.

Na semana que vem, chega às lojas “América, Brasil”, novo álbum de estúdio de Ivan, que ele começou a planejar no ano passado, não para celebrar os 70 anos de idade, mas os 40 de parceria com Vítor Martins, letrista de boa parte dos seus sucessos.

— Queria fazer um disco com as nossas canções inéditas e com as que foram gravadas por outras pessoas, principalmente cantoras — explica. — Mexendo nisso, lembramos de muitas músicas que ficaram perdidas nos meus álbuns, os meus lados B. Algumas delas vão soar inéditas porque entraram em discos que nem venderam direito.

Entre as realmente inéditas, o destaque vai para “Luxo do lixo”, samba encomendado em 1981 por um bloco de carnaval, de mesmo nome, surgido nas areias do Leblon, onde Ivan morava.

— Os donos do bloco brigaram, ele não desfilou, e o samba ficou guardado até outro dia.



Entre os lados B, está “Coragem mulher”, que Ivan e Martins fizeram para Marli Pereira Soares, empregada doméstica que, em 1979, viu policiais militares entrarem em sua casa e executarem seu irmão, Paulo. A música foi gravada no LP “Um novo tempo”, de 1980, mas, segundo Ivan, “passou batida”.

LADO FEMININO DAS CANÇÕES

Outro resgate promovido pelo disco (que Ivan gravou de forma caseira, acompanhado apenas pelo multi-instrumentista Marco Brito) é “Joana dos barcos” (do LP “Chama acesa”, 1975), canção que, por sinal, servirá de inspiração para um balé — o primeiro de Ivan, que, para o espetáculo, comporá canções com Martins. A obra estreia em setembro, com a Companhia de Ballet da Cidade de Niterói, no Teatro Municipal da cidade.

“América, Brasil” ainda celebra o lado feminino da composição de Ivan e Martins — tema que é alvo, aliás, de um documentário a ser lançado neste ano. “Cantor da noite” (gravada por Leny Andrade), “Voar” (por Simone) e “Enquanto a gente batuca” (samba da dupla em parceria com Nei Lopes, registrado por Beth Carvalho e que, segundo Ivan, “fala muito sobre o que estamos vivendo hoje”) são algumas dessas canções femininas de um álbum que, bem de acordo com a tradição do artista, tem um quê político.

— Eu não consigo fechar um projeto sem dizer algo — diz Ivan, um ativista que prefere “bater nas causas, e não nas consequências”. — Não tenho nada contra a Dilma, ela pegou um rabo de foguete que o próprio partido dela armou. Não acredito que ela seja conivente, mas cabe a ela mudar isso. Uma presidente não pode governar apenas para o seu partido.

Defensor da tese de que não é certo mandar recolher judicialmente livros com os quais não se concorda, Ivan ganhará em 2016 sua primeira biografia — autorizada e puramente musical —, feita pela pianista e pesquisadora Thais Nicodemo (“uma vez eu procurei uma professora de piano, e ela se recusou a me dar aula. Ela adorava o que ouvia, mas achava pavoroso o que via, um assassinato de técnica”, conta esse pianista autodidata).

Antes disso, deverão sair o novo show e o DVD com o violonista Toquinho e, em novembro, um CD de canções caipiras da dupla que fez com o cantor e compositor Rafael Altério.

— É um disco muito emotivo, com letras da Rita, mulher do Rafael. Acho que vai ser uma novidade — aposta ele, que deve começar a trabalhar em seguida num CD com seus fados, gravados por vozes portuguesas como Carlos do Carmo e Cuca Roseta.

É uma grande mistura de Brasil e mundo que, segundo Ivan Lins, o faz ser quem é.


— Bem pequeno, morei nos Estados Unidos e, quando voltei para o Brasil, fui para a chácara do meu avô, que adorava fados. Então, a primeira cantora que eu escutei aqui foi Amália Rodrigues. Eu achava que aquilo era música brasileira! — diz um dos mais internacionais nomes da MPB.

é desse jeitin

sem palavras








desta forma, não existe punição para quem mandou? é preciso ficar atento e forte...


"ai! esta terra ainda vai cumprir seu ideal, ainda vai tornar-se um império colonial"

O ESTADO ESPETÁCULO COMO REGULADOR DAS EXPECTATIVAS SOCIAIS, É CORRUPÇÃO


 John Cartaxo (especial para o Almanaque AC2B)




Era uma vez, há poucos e poucos anos... Em um país não muito distante daqui... Igual aos já existentes... Dividido em estados, cidades e regidos por uma Constituição. Sob a proteção de Deus, o Estado não tem religião. É laico. É garantida a independência e harmonia dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Adotam o regime Democrático e Eleições para escolher seus representantes a cada dois anos. O resultado das urnas é soberano. Mas aconteciam coisas impressionantes... Vejamos: Toda vez que a minoria ficava insatisfeita logo propunha: Anula as Eleições. Proposta não vingava. Mera alegação genérica de irregularidades não era suficiente para acatar a pretensão. A extrema-direita insatisfeita desejava virar a mesa através do golpe a todo custo. O governo perde a batalha da comunicação. Acusam-no de corrupção. “Não há nada a investigar contra a Presidente”, diz o Ministro. Querem privatizar a maior produtora de petróleo de capital aberto no mundo. O foco e a ambição são os poços do Pré-sal e a operacionalização da política de conteúdo nacional. Convocam e patrocinam protestos de rua pedindo a volta da Ditadura e o Impeachment. Inexiste desgovernança, Falta fundamentação razoável, ato doloso, solidez factual e segura constitucionalidade para tanto.  A Operação Lava Jato segue. A Delação premiada passa a ser, a tortura na época da Ditadura. Prender para confessar.  A ordem natural direciona a apurar para, selada a culpa, prender, em execução da pena privativa da liberdade de ir e vir, pois ninguém será levado à prisão ou nela mantido quando a lei admitir a liberdade provisória. Que se apure à exaustão para então, depois de incontroversa a culpa, limitar-se a liberdade. Divulgada a lista dos investigados. Presidentes da Câmara e do Senado respectivamente são transformados em alvos do MPF, por irregularidades. Corruptos e corruptores são denunciados, alguns presos. Tucano, nenhum. Ah, a Justiça e nossos Deuses. O Estado Espetacular  integrado passa a ser uma das marcas da atual quadra histórica. O Sistema de Justiça Criminal passou a ser um espaço de disputa política, pelos meios de comunicação, por grupos econômicos e partidos políticos. Nem sempre o sentido de justiça de um magistrado mostra-se adequado à democracia. A democracia exige limites ao poder e respeito não só ao devido processo legal e garantias fundamentais. O Espetáculo tornou-se também um regulador das expectativas sociais, na medida em que as imagens produzidas. Opinião pública e imprensa passam a ser os Tribunais do momento. Em tempos volvidos o Supremo Tribunal Federal/STF aplicou a Teoria do Domínio do Fato de (Claus Roxin) no Mensalão, sem dominar. “Todo mundo votou com a faca no pescoço”, disse o Ministro. Segundo essa teoria o autor, além de concorrer para o fato, tem que dominá-lo; quem concorre, sem dominar, nunca é autor. Atirar para matar; emprestar a arma é participar no ato alheio de matar. A teoria do domínio do fato não pode ter sido a responsável pela condenação deste ou daquele réu. Aplicada corretamente, ela terá punido menos, e não mais do que com base na leitura tradicional de nosso Código Penal. Se foi aplicada incorretamente, as condenações não se fundaram nela, mas em teses que lhe usurparam o nome. Agora, MPF entende que o problema do combate à corrupção é a deficiência das leis. Não credita na Constituição. Defende que prova ilícita seja aceita pela Justiça. Mas são regras protegidas por cláusulas pétreas. Relativizar provas obtidas por meio ilícito, é crime. Isso pega mal. Nem na ditadura se fazia pior e nem melhor, nem faziam.

Assustados com estas histórias ou elas não fazem parte do nosso País?  Será ficção?

Fica evidente que “o Processo Penal do Espetáculo é uma corrupção. Ao afastar direitos e garantias fundamentais em nome do bom andamento do Espetáculo, o Estado-juiz perde a superioridade ética que deveria distingui-lo do criminoso. Não se pode combater ilegalidades recorrendo a ilegalidades ou relativizando o princípio da legalidade estrita; não se pode combater a corrupção a partir da corrupção do sistema de direitos e garantias fundamentais. Punir, ao menos na democracia, exige o respeito a limites éticos e jurídicos. No processo penal do espetáculo, não é assim. O espetáculo aposta na exceção: as formas processuais deixam de ser garantias dos indivíduos contra a opressão do Estado, uma vez que não devem existir limites à ação dos mocinhos contra os bandidos”. (juiz Rubens Casara)  

Impressionante, não? Mas para enxergar é preciso esperar que as cinzas durmam.

Passados mais de 80 anos, a mensagem de Fernando Pessoa, continua atualizada e aterradora. Nunca esteve tão atual como agora, após a redemocratização do Brasil.

Deleitem-se:  Deus quer, o homem sonha, a obra nasce. Deus quis que a terra fosse toda uma. Que o mar unisse, já não separasse. Sagrou-te, e foste desvendando a espuma, E a orla branca foi de ilha em continente, Clareou, correndo, até ao fim do mundo, E viu-se a terra inteira, de repente, Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português. Do mar e nós em ti nos deu sinal. Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez. 

Senhor, falta cumprir-se Portugal!

Por isso, este "falta cumprir-se Portugal" pode e deve, também, estender-se ao Brasil, que se perverteu na sua essência ao permitir que o "Ser" se submetesse ao "Ter" de tal forma que tudo parece romper-se.

s/c

um drama que remete ao caso do cineasta Eduardo Coutinho

"Não sei se sobrevivo aos ataques do meu filho autista"
Pouco se fala de adultos autistas violentos. Meu filho se tornou um deles e a Justiça não autoriza a internação

Thais Lazzeri - Época

Miriam Casimiro e o marido. O filho autista quebrou a porta de vidro da casa no último surto violento (Foto: Rogério Cassimiro / ÉPOCA)
Miriam Casimiro e o marido. O filho autista quebrou a porta de vidro da casa no último surto violento (Foto: Rogério Cassimiro / ÉPOCA)


“Meu filho caçula quebrou todos os vidros da nossa casa. Ele começou pela porta da frente. Depois, foram os vidros do bufê da sala, das prateleiras da estante e a tela da televisão. Tentei segurá-lo antes da quebradeira,  mas, aos 63 anos, não consigo mais detê-lo. Ele me jogou no chão. Caí ao lado da porta da entrada e fui coberta pelos cacos. Meu marido tentou acalmá-lo e terminou levando três pontos na cabeça. Consegui me levantar e pedi ajuda para os vizinhos, que há anos acompanham o drama da nossa família. Há seis anos vivemos a mesma incerteza, se sobreviveremos a mais um ataque de fúria. Não sei qual é o meu maior medo: se é ele se matar ou nos matar.

Maurício passou por três clínicas de internação. Meu marido ganha dois salários mínimos, então, recorremos ao Sistema Público de Saúde. Da última clínica, Maurício saiu em 9 de dezembro. Por que ele saiu? A clínica foi fechada por maus-tratos e o médico de lá deu alta para o Maurício. Com medo de que ele se machuque como das outras vezes, entramos com um processo na Justiça para conseguir a internação em outro lugar. O juiz Fabio Calheiros Nascimento, da 1ª Vara Cível de São Roque (SP), onde moramos, entende que, se o médico da última clínica não pediu a transferência, então o Maurício tem condições de ficar em casa. Segundo o entendimento do juiz, não há riscos de mantermos o Mauricio aqui conosco. Decidir internar um filho não é fácil, mas o meu filho precisa. Você acha que não gostaria de tê-lo comigo se isso fosse possível? De conviver com ele como qualquer outra família? Mas não é. Maurício é autista e se tornou agressivo há seis anos.

Pouco se fala de adultos autistas, em especial os que se tornam violentos na fase adulta. Maurício, que vai completar 36 anos, entrou nessa triste estatística. Quando criança, não falava – disse a primeira palavra aos 20 anos: pão. Passava os dias batendo uma colher em latas de tinta vazia que o pai trazia. Cada dia ele destruía uma. Para mim, ele não suportava o silêncio. Também tinha o hábito de morder os dedos por horas. Aos 12 anos, recebeu o diagnóstico de autista. Aos 16, começou a demonstrar agressividade. Quando uma crise vinha, o que era raro, eu corria e segurava o Maurício. Ficava com ele até crise passar. Assim fizemos até 2009, quando a violência ficou incontrolável.

Não gerei o Maurício. Ele chegou à minha casa pelas mãos de uma conhecida. Veio enrolado num cobertor com uma carta. A mãe biológica era viciada em drogas e o abandonou recém-nascido. Ele tinha cicatrizes nas pernas e na cabeça, provavelmente por maus-tratos da mãe, que queimava agulha no fogo e punha no bebê. Nunca encontrei essa mulher. Queria olhar nos olhos dela e perguntar se ela sabe como estragou a vida do meu filho. Porque o Maurício é meu. Levei o bebê ao médico que cuidava das minhas filhas. O médico disse: ‘Miriam, você é doida? Entrega essa criança.’ Um ano depois, peguei a guarda definitiva dele.

De 9 de dezembro de 2014 a 1º de janeiro deste ano, levamos o Maurício nove vezes ao hospital para tomar uma injeção calmante. Sem isso, a crise não vai embora, mesmo com todos os comprimidos que ele toma. Maurício quebrou três vezes os vidros da minha casa toda, tentou virar o armário da sala, destruiu duas vezes o box do banheiro. O único lugar que ele nunca quebrou nada é na cozinha. Só entra quando está com sede. Autistas são loucos por água. No ano passado, ele deu um murro no próprio rosto. Saiu muito sangue.

Tento fotografar tudo porque a advogada diz que pode servir como prova. Mas tem hora, no desespero, que você nem pensa em filmar. Para o juiz, as fotos e os vídeos não provam que o Maurício precisa ser internado. Fizemos boletins de ocorrência todas as vezes que fomos ao hospital, também sem valor legal. Eu e meu marido sermos feridos nas crises também não prova nada. Laudo pericial não tem valor. Para o juiz, não tem validade porque meu filho é incapaz. O testemunho de vizinhos, disse o juiz, também não serve. O juiz tem razão de questionar. Se todo mundo chegar com uma foto na mão pedindo vaga para internar o filho, imagine o que seria. Mas eu não tenho uma foto. Tenho uma vida. Depois de duas tentativas na Justiça sem sucesso com o mesmo juiz, entramos com um terceiro processo. Desta vez, ele pediu um laudo pericial do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo para saber se meu filho é autista mesmo. Não sei por que não pediu antes. Esse laudo decidirá o destino do Maurício. Quando nosso caso será chamado é outra incógnita. Nossa advogada diz que pode levar meses porque existe uma fila bem grande.

Pago uma advogado para acompanhar. Pago pouco, mas pago. É uma conhecida minha que viu o Maurício crescer e se solidarizou com a gente. Tentei ajuda gratuita na Ordem dos Advogados do Brasil. A advogada que me atendeu num posto disse que faltavam alguns documentos para a ficha de cadastro. Ela disse: ‘ele não tem título de eleitor.’ Mostrei pra ela a certidão de incapaz e falei: ‘Ele não vota, não lê nem escreve’. Ela respondeu: ‘ A senhora vai, tira (o documento) e volta’. Fiquei tão brava que saí de lá chorando.

Já fui discriminada várias vezes. Uma vez, por uma funcionária de um centro para pessoas com deficiência. Ela me disse: ‘Você jamais poderia contar que seu filho bateu em você.’ Sou hipertensa. Já tive um derrame e um infarto. Não consigo andar atrás dele como antes. Em outra ocasião, uma médica da saúde mental disse que eu deveria esquecer um pouco o Maurício e sair, tingir o cabelo, cuidar de mim. Tenha dó. Também já me disseram que quero interná-lo porque ele não meu é filho legítimo, acredita? Nunca desejei internar um filho. Queria ficar com ele até o fim, mas não consigo."

você sofre de indignação seletiva?

Militantes contra e a favor do governo Dilma dominam os debates sobre a atual crise política com argumentos que eles já defenderam ou refutaram nos anos FHC

Alberto Bombig - Época

Máscara política (Foto: ÉPOCA)
No teatro da política, não falta jogo de cena. Por isso, estamos inaugurando um espaço para analisarmos essas atuações. O que está sob análise hoje é a indignação seletiva de militantes contra e a favor do governo Dilma Rousseff. Será que você sofre desse mal? Ou conhece alguém que sofre? Faça o teste abaixo ou indique para aquele colega que já se indignou muito com o que aplaude agora ou vice-versa – aplaudiu de pé o que o indigna hoje.
1. Em 1999, você criticava e era totalmente contra:
a) a corrupção em todas as suas formas, graus e maneiras, não importando a justificativa
b) as oligarquias políticas que estavam no governo (Sarney, Renan, Jader Barbalho, ACM etc)
c) a volta da inflação
d) a recessão e o desemprego
e) o descalabro do governo
f) as mentiras que o marketing político contra os brasileiros em 1998
g) os jornalistas chapas-brancas que só falavam bem do governo
h) a política econômica ortodoxa, o corte de gastos e de investimentos
i) as privatizações
j) os brasileiros que não iam para as ruas gritar "Fora FHC"
l) todas as alternativas acima, pois seu lema era "hay gobierno? soy contra, siempre"
2. Em 2015, você critica e é contra:
a) a corrupção em todas as formas, graus e maneiras, não importando a justificativa
b) as oligarquias políticas (Sarney, Collor, Renan, Jader Barbalho, ACM etc)
c) a volta da inflação
d) a recessão e desemprego,
e) o descalabro do governo
f) as mentiras que o marketing político contou aos brasileiros em 2014
g) os jornalistas chapas-brancas que só falam bem do governo
h) a política econômica ortodoxa, o corte de gastos e de investimentos
i) as privatizações
j) os brasileiros que não vão para as ruas gritar "Fora Dilma"
l) nenhuma alternativa acima, pois seu lema agora é "hay nostro gobierno? soy a favor, siempre!"

Gabarito:
Se você assinalou todas as opções do tópico 1 e somente a última no tópico 2, seu caso é grave. Você sofre de indignação seletiva.
Se você não assinalou nenhuma alternativa no tópico 1 e todas menos a última no tópico 2, seu caso também é grave. Você sofre de indignação seletiva.

o mundo que já estava sem graça, agora fica mais feio

Morre o humorista Jorge Loredo, o Zé Bonitinho, aos 89 anos

Comediante estava internado desde fevereiro no Rio de Janeiro



s/c

não tenho nada com isso, só sei que foi assim...

EX-TESOUREIRO DE SERRA E FHC CAI NO SWISSLEAKS
247

:

Entre os nomes de políticos citados nas contas secretas do HSBC na Suíça consta o do empresário Márcio Fortes, primeiro vice-presidente do PSDB-RJ; ex-tesoureiro de FHC e José Serra, ele nunca declarou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) a existência de suas três contas internacionais; em 2000, ele foi a pessoa física que mais doou ao partido; durante a campanha de Serra à Presidência, em 2002, Fortes usou notas frias e o PSDB chegou a ser multado em R$ 7 milhões; o político tucano também foi capa da revista Exame, como o presidente do BNDES que incentivava as privatizações; além dele, também foram citados no caso o ex-prefeito de Niterói Jorge Roberto Silveira (PDT-RJ), o bilionário Lirio Parisotto, suplente de senador pelo PMDB-AM, duas irmãs do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) e os filhos do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB-MG)

um banho de felicidade


Não existe banho mais abençoado q o das águas caindo do céu..obg meu Pai Maior...adoro...não perco quando estou em casa....Ou maravilhaaaa...Xero a todos...

Adriana Feitosa Nogueira  (direto de Cajazeiras) 



baixe grátis o novo cpc


Baixe gratuitamente o novo CPC: http://bit.ly/1HDTsLu

A partir do ano que vem, começa a valer o novo Código de Processo Civil com novidades como a extinção de recursos que visavam retardar o andamento de processos, a padronização de prazos processuais, a possibilidade de aplicação de uma decisão para várias demandas repetitivas e a obediência à ordem cronológica no julgamento das ações. Essas inovações resultarão em agilidade, podendo diminuir a duração do processo pela metade. 

Novo Código de Processo Civil. O Senado votou. Agora é lei.