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Raimundo Limeira, grande comerciante, grande figura humana, Nosso respeito, nossa admiração ! (AC2B)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

No elenco tinha uma cajazeirense: Ana Alice Lira. Ela era filha de Chicão e Dona Irene (in memoriam). Ana hoje reside na Suíça.

Sucesso na década de 90, "Mundo da Lua" "previu" crise hídrica



Já estou me 'emputecendo' com tanta notícia desencontrada. E aquele vizinho que faleceu sem saber o sabor que a picanha tem? Ele evitava visando alcançar a vida eterna. E agora?

Novas pesquisas mostram que gordura saturada não faz mal à saúde

Dieta rica em manteiga, ovos e carnes não levaria a desequilíbrio de colesterol e a doenças cardíacas, mas nutricionista faz ressalva

POR THAIS LOBO - O Globo



 
Colesterol. Estudos mostram que a gordura saturada encontrada em carnes, ovos e queijos não está associada a doenças cardiovasculares - 

RIO - Para a maioria das pessoas preocupadas com a saúde, a gordura faz parte de uma lista quase proibitiva, ao lado da nicotina e do álcool. Mas o papel de vilã nutricional pode estar com os dias contados. Novos estudos mostram que a gordura saturada — encontrada em carnes, ovos e queijos — não está associada a doenças cardiovasculares.

Adepta de alimentação com baixo teor de gordura, a jornalista americana Nina Teicholz viu sua dieta mudar radicalmente quando conseguiu um trabalho como crítica gastronômica em Nova York. Ela passou a comer carnes, sopas cremosas e todo o foie gras que tinha evitado em sua vida. Como resultado, perdeu 4kg e seus níveis de colesterol mantiveram-se estáveis e saudáveis.

A experiência levou Nina a uma pesquisa de anos sobre como a ciência nos levou a um estado de “gordurofobia” e a uma crescente ingestão de carboidratos. No livro “The big fat surprise: why butter, meat and cheese belong in a healthy diet” (“A grande surpresa da gordura: por que manteiga, carne e queijo pertencem a uma dieta saudável”), lançado no ano passado nos Estados Unidos, a jornalista mostra que pesquisas recentes revelam falta de evidências sobre a gordura saturada ser responsável pelo desequilíbrio nos níveis de colesterol ou pela incidência de doenças cardíacas.

— A gordura saturada foi condenada a partir de um estudo antiquado sobre o colesterol, baseado em hipóteses. A ideia de que ela elevava o colesterol total, aquele que obstrui as artérias e causa ataques cardíacos, surgiu nos anos 1950 pela teoria do cientista Ancel Keys. Nos anos 1980, já estava claro que o colesterol total não se alinhava muito bem com doenças cardíacas. Então, a história mudou: a gordura saturada aumenta o mau colesterol, o LDL. Só que a gordura saturada é o único alimento que aumenta o HDL, o colesterol bom — explica.

Agora, pesquisadores têm se debruçado sobre o LDH e o HDL na busca do biomarcador mais confiável.

— A dieta de baixo teor de gordura e as três gerações de cientistas que estão comprometidos com ela impediram que esse debate avançasse. É uma questão muito complicada, política e influenciada pela indústria, uma vez que as empresas sabem como diminuir o LDL, mas não como aumentar o HDL. O LDL sempre foi o foco de todos — aponta.

Diferentes recomendações: de 7% a 80%

A primeira diretriz sobre uma dieta de baixa gordura foi elaborada em 1961, pela Associação Americana de Cardiologistas, e adotada em muitos países, inclusive no Brasil. Desde 2013, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) recomenda a ingestão de 6% a 10% de gorduras totais, sendo que a de gordura saturada deve ser inferior a 7%. Defensor do consumo da boa gordura, o nutrólogo Wilson Rondó Jr. afirma que sua ingestão poderia chegar a 80%:

— A gordura boa deve predominar. Considero uma dieta equilibrada aquela com mais de 50% de gordura saturada, mas alguns artigos já falam em 80%. As populações do Pacífico, por exemplo, retiram 60% de suas calorias da gordura saturada e têm índices ínfimos de problemas cardiovasculares.

A nutróloga Nadia Borges é reticente quanto a uma dieta composta majoritariamente por gordura saturada:

— Não há como abolir a gordura saturada da dieta. Ela participa de processos como a formação de hormônios sexuais e da membrana celular, a absorção do cálcio e o fortalecimento da imunidade. Agora, ainda não há nível de evidência que comprove o sucesso de uma dieta composta majoritariamente por gordura saturada. Não há ainda nível de evidência que comprove o sucesso dessa dieta na sociedade médica.

Na gastronomia, as barreiras contra a gordura também estão diminuindo. No menu do T.T. Burguer, por exemplo, acém, fraldinha e contrafilé são combinados em 180g de um suculento hambúrguer. No Olympe, um porco confit é assado na própria gordura. Para o chef Thomas Troisgros gordura, definitivamente, não é um problema:

— Sou descendente de franceses. Desde pequeno como manteiga e creme de leite. Na minha cozinha uso bastante também, como mais um ingrediente de sabor. Hoje, um dos ingredientes que faz mais sucesso na gastronomia é a barriga de porco.

No Irajá, do chef Pedro de Artagão, o bacon reina. Presente em três pratos do cardápio — piamontese, picadinho e hambúrguer —, o ingrediente segue a linha artesanal. O corte vem de porcos criados na Serra Fluminense e custa mais caro do que o filé mignon: R$ 42, o quilo.

— Nosso hambúguer é 100% artesanal, com carne moída na casa, fermento artesanal, bacon que vem de Petrópolis. Não tem nada industrializado — afirma Artagão.

O primeiro prato que criou foi justamente usando o bacon, ainda em 2001, com o picadinho:

— Vivemos um momento na gastronomia em que as pessoas estão se entregando mais aos ingredientes, menos preocupadas com dietas e restrições. A comida brasileira é a minha base. Comida da vovó, de refogado de fundo de panela, com muitas camadas de sabor. E essa origem da comida brasileira não se faz sem gordura. A dieta dos nossos ancestrais era muito mais rica em gordura do que agora. E não existia esse estado de calamidade na saúde pública.

Uma das vertentes mais claras dessa nova onda da gordura são os produtos artesanais, que usam normalmente gorduras saturadas como base.

— Os projetos de gastronomia têm buscado uma identidade nos sabores mais naturais, muito ligados ao comfort food. A indústria artesanal tem surgido com força. E esses novos produtos focados na rusticidade têm base nessas manteigas e gorduras de origem animal — ressalta a consultora de projetos gastronômicos Heloisa Mäder.

O caminho para emancipar definitivamente a gordura, no entanto, não será fácil.

— Tivemos três gerações de especialistas acreditando na dieta de baixo teor de gordura. Nós temos não apenas um universo de especialistas, mas instituições, nutrólogos, diretrizes, uma grande infraestrutura que depende do fato de a dieta funcionar. É extremamente difícil reverter isso. Mas acreditar que comer gordura faz mal à saúde é tão infeliz quanto falso — defende Nina Teicholz.


A mais pura verdade.

Uma visita cheia de boas recordações.

Fiz uma visita ao meu amigo Raimundo Limeira, que é hoje o mais antigo comerciante estabelecido em Cajazeiras, desde o ano de 1949, com estivas e cereais e no dias atuais vende ferragens e material de construção. 



Seu Raimundo era muito amigo e cliente de meu pai, que também foi comerciante por mais de meio século. Com sua loja na Rua Bonifácio Moura, todos esta no batente atendendo seus clientes. Com 86 anos de idade e 66 de comércio, ele é a mais simbólica e importante referência do comércio de Cajazeiras. Disse-me que pretende ir muito longe ainda para poder continuar servindo a nossa cidade.

Prof. José Antonio


Meu Deus, o que se passa? Essa raiva, esse ódio...

Coisas do mundo, minha nega, ou: quando ainda se morria de amor.

Já não consigo viver sem ti, Juan

O comovente diário da escultora Marga Gil, que se apaixonou em segredo pelo poeta ganhador do Nobel, é editado 83 anos depois do suicídio dela

Winston Manrique Sabogal - El País


A escultora e pintora espanhola Marga Gil Roësset,
 em 1932. / EL PAÍS

“Não o leia agora.” Foram as últimas palavras que Marga Gil Roësset disse a Juan Ramón Jiménez, na casa desse premiado poeta espanhol, na rua Padilla, em Madri, enquanto deixava uma pasta amarela sobre a mesa de trabalho dele. Continha a revelação do seu amor impossível por ele, que a havia levado a uma decisão fatal. Marga saiu do escritório de Juan Ramón, dirigiu-se ao ateliê onde havia trabalhado nos últimos meses e destruiu todas as suas esculturas, exceto um busto de Zenobia Camprubí, a esposa do seu amado. “Não o leia agora...” Saiu de lá para cumprir o destino que havia previsto. Passou primeiro pelo parque do Retiro; depois apanhou um táxi até a casa de seus tios em Las Rozas, e lá disparou um tiro na têmpora.

Página do diário de Marga Gil Roësset. / EL PAÍS

Era quinta-feira, 28 de julho de 1932. Ela tinha 24 anos; ele, 51. Oito meses antes, havia conhecido o poeta e a mulher dele, com quem estabeleceu uma sincera e afetuosa amizade. Mas dentro da jovem pintora e escultora, a quem Juan Ramón e Zenobia chamavam de “menina”, também cresceu em silêncio uma paixão amorosa não correspondida. Ameaçadora. Até que esse amor colonizou toda a sua vida e se transformou em tragédia.

“…É que…

Já não consigo mais viver sem você

…Não… Já não consigo mais viver sem você…

…Você, como consegue mesmo viver sem mim

…Deve viver sem mim…”

Esse desejo ela eternizou com sua letra angulosa, em uma das folhas guardadas na pasta que entregou a Juan Ramón Jiménez (1881-1958). Escreveu-as nas últimas semanas daquele verão espanhol. O autor respeitou o pedido. “Não o leia agora.” Um pouco de sombra cobriu seu coração para sempre. Um pouco de luz saiu dali para sua obra poética. Poucos meses depois do fato, ele quis homenageá-la publicando o manuscrito do diário de Gil, mas não conseguiu. Em 1936, ele se exilou de forma mais ou menos repentina, por causa da Guerra Civil. Agora, 83 anos depois do suicídio de Marga Gil e da vontade de Juan Ramón Jiménez (JRJ), esse desejo do poeta se torna realidade. Chama-se Marga. Edición de Juan Ramón Jiménez, e foi lançado pela Fundação José Manuel Lara. Inclui um prólogo de Carmen Hernández-Pinzón, representante dos herdeiros de JRJ, um texto de Marga Clarck, sobrinha da artista, e escritos do poeta e da sua mulher sobre Marga Gil. Um relicário literário acompanhado por fac-símiles das anotações da escultora e vários de seus desenhos e fotos.

Amor, silêncio, alegria, desespero, amor. O desconcerto transparece no bilhete que a jovem deixou para Zenobia Camprubí: “Zenobita… você vai me perdoar... Eu me apaixonei por Juan Ramón! Embora gostar… e se apaixonar seja algo que acontece porque sim, sem que você tenha culpa... para mim pelo menos, pois assim aconteceu comigo... senti isso quando já era… natural… que se você se dedicasse a andar unicamente com pessoas que não a atraem... você eliminaria todo o perigo... mas isso é estúpido”.

Essa confissão figurava nesse diário extraviado por muitíssimos anos – desde 1939, quando três assaltantes roubaram a casa de JRJ, que estava no exílio. O poeta, que ganharia o Nobel de Literatura em 1956, inquietava-se com o destino desses documentos. Sempre perguntava por eles a seu grande amigo Juan Guerrero. Quem conta isso é Carmen Hernández-Pinzón, filha de Francisco, sobrinho do escritor e representante de seus herdeiros. Parte dos manuscritos havia sido divulgada em 1997 pelo jornal ABC. O suicídio do Gil afetou muito JRJ e sua mulher. “Os dois ficaram muito abatidos, e ele não quis escrever durante um tempo. Nunca a esqueceram”, diz Carmen.

Esse “Não o leia agora” é um aceno ao amor que revitaliza a vida e, por sua vez, esteriliza quem não é correspondido, enquanto vive de migalhas secretas que são o triunfo da sua existência:

“…E você não me vê… nem sabe que eu vou… mas eu vou… minha mão… na minha outra mão… e tão contente…

…Porque vou ao seu lado.”

Agora todos sabem. E ela foi mais que esse feliz e fatal sussurro amoroso. “Quero que seja conhecida como a genial artista que foi e continua sendo. Muitas estudiosas e especialistas nas vanguardas do século XX dedicaram seu tempo a pesquisar sua obra”, conta Marga Clarck. Ela considera importante a publicação do diário, agora que a figura da sua tia começa a ser reconhecida. Acredita que servirá “para que ela possa navegar sozinha, pois sua obra é muito potente. E Juan Ramón queria que ela passasse à história como artista”.

O poeta sabia. Esse amor desconhecido era parte feliz da sua vida, mesmo sem que ele pedisse. Era dele, também. Um canto da sua casa imortalizou esse amor. Depois da morte de Marga, mandou fazer um aparador de carvalho sobre o qual instalou o busto da Zenobia esculpido pela “menina”. O rosto do amor de sua vida, cinzelado pela mulher que não suportou viver sem ele.

Eita, danado. Nordeste, bateu uma saudade de tu.






Fotos: Ivaldo Donato (direto de Junco do Seridó)



Leitura obrigatória. Depois não venha dizer: Ah, eu já sabia. "Só a cabecinha" é o caralho: encapa o menino aí!

14 atitudes que as mulheres odeiam no sexo


por : Laís Montagnana


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A fim de evitar o sexo meia boca – só orgasmos múltiplos nos interessam – listei 14 atitudes masculinas com que as mulheres estão cansadas de ter que lidar e que fariam do mundo um lugar mais feliz caso desaparecessem da face da Terra. Leia e lime esses comportamentos empata-fodas da sua vida:

O queima largada

Mal tirou a roupa e o cara já quer partir pra meteção. Calma amigo, cê tem uma gata aí do seu lado: curta o momento! Essa é a hora de apertar, beijar, passar a mão, apertar mais forte, lamber, chupar, cuspir, morder, usar, suar… Fazer tudo o que for consentido, mas nada de pular as preliminares!

O fixação anal

Aquele cara que que comer seu cu toda hora e, mesmo você já tendo dito claramente o “hoje não, Faro!”, ele não pára de tentar enfiar o dedo lá atrás. Amigo, não é NÃO! E não vai ser na base de tentativas com ~dedadas que você vai atingir sua meta. Aceite que dói menos e vá se divertir com os outros brinquedos do parquinho.

O britadeira man

Aquele cara que acha o seu lugar, a sua posição perfeita e fica lá: p r a s e m p r e. Ele liga o botão britadeira e permanece na mesma função frenética até gozar sem dar a mínima pra saber se a mina tá curtindo ou não. Coelhinho da Duracell, apenas pare!

O wannabe porn star

Aquele cara que quer botar em prática todos os seus anos de experiência no xvideos e só falta vir com um anão a tira colo pra completar suas pretensões orgísticas. Calma amigo, menos pornohub e mais Erica Lust.

O não-chupador

Não passará! Calcinhas no chão merecem um oral – e bem feito! Nada daquela passadela de língua de 5 minutos. Tem que chupar gostoso sim! Dê atenção a essa parte tão importante e tão renegada às mulheres. Quer um incentivo? Um oral bem feito sempre volta pra você! ;)

O mãozinha

Aquele cara que vem com uma mãozinha adicional que fica empurrando sua cabeça pra baixo enquanto vc tá lá no blow job. Não me entenda mal, tem aquela mãzinha de incentivo do tipo “isso aí garota, você tá fazendo certo! continue assim”, mas o foda é quando o cara perde a mão (com o perdão do trocadilho) e a mãozinha de incentivo torna-se a mãozinho adicional, que se você não tomar cuidado pode até te fazer engasgar numa tentativa frustrada de garganta profunda desavisada.

O rapidinho egoísta

O cara que dura 5 minutos, cai pro lado, vira peso morto e nem se dá ao trabalho de fazer a mina gozar também. Quer tipinho mais egoísta? Nesse caso o problema tem raízes profundas: certeza que também não dividia passatempo na hora do lanche!

O deselegante

Aquele cara que não avisa quando vai gozar.

O esquecido

Nós, mulheres, somos portadoras do clitóris: um botãzinho mágico capaz de provocar imenso prazer quando manuseado da maneira correta. E parece que alguns caras simplesmente se esquecem dessa arma secreta!

O boneca inflável friendly

Aquele cara que acha que seu peito é de borracha, pega e aperta forte, manuseia de qualquer jeito ou concentra todos os seus esforços somente nos mamilos. Meninos, tem ir com calma e fazer carinho com o mesmo ~jeitinho que vocês gostariam que fizessem nas suas bolas e não numa boneca inflável.

O mudinho

Aquele que, durante o ato, mal aparenta mudanças no rítimo de sua respiração, mal geme e às vezes você nem nota que ele gozou. Parece que você tá transando com a Kirsten Stwart. Ninguém aqui tá pedindo pra você chegar fluenteno dirty talk, mas mostrar um pouco de atitude é fundamental.

O cascão

Aquele sem noção que aparece com o pau claramente mal lavado, com resquícios de xixi, cheirando a toalha suja ou cueca usada. Não dá, né?

O hematofóbico

Aquele cara que recusa uma foda porque você tá menstruada. Só lamento por esse tipo já que, nesses casos, nada que toalhas extras não resolvam o problema. Bônus point: há mulheres que ficam com muito mais tesão nesse período. Acho que chegou o momento de você rever suas atitudes, caro hematofóbio.

O surdinho

Aquele cara que finge que não escutou quando você pediu pra ele colocar a camisinha. Ou que tenta te convencer a fazer sem porque ~com a borracha não dá pra sentir nada. “Só a cabecinha” é o caralho: encapa o menino aí!

INFORMATIVO DA AC3 (Janeiro-2015)

         SUCESSO DO 1º SEMINÁRIO CAJAZEIRAS 2040

O Açude Grande no ano de 2040 (foto meramente ilustrativa)

Realizou-se com sucesso no último sábado (24.01), o 1º Seminário Cajazeiras 2040, numa promoção do CDL com apoio da AC3, iniciando um amplo diálogo sobre os desafios e os grandes Projetos para os próximos anos.

PARTICIPAÇÃO DOS PRINCIPAIS SEGMENTOS DO MUNICÍPIO

Conforme fotos expostas no Site Canal Noite de Cajazeiras e Folha de Frequência anexa, foi bastante representativa a participação no Evento, dos principais segmentos com atuação em Cajazeiras, tais como: Sociedade Civil (CDL, AC3, Rotary Club, Lions, AC2B, MAC e Maçonaria), Poderes Públicos Municipais (Prefeitura Municipal e Câmara), Governo do Estado (Orçamento Participativo, Delegacias Regionais de Educação e Saúde, Hospital Regional e UPA), Assembléia Legislativa e Academia (IFPB, FAFIC e Faculdade Santa Maria).

ABERTURA CONJUNTA CDL E AC3

Na abertura oficial pronunciaram-se pela ordem, os Presidentes do CDL Irlânio Cavalcante e da AC3 Helder Moura. Diante da receptividade das Instituições representadas na ocasião, Irlânio declarou: " A idéia é iniciar um processo de discussão sobre o futuro de Cajazeiras, chamando para o debate todos os segmentos comprometidos com o interesse coletivo da nossa cidade". Helder por sua vez, enfatizou que a contribuição da AC3 num dia de sábado, não representava um sacrifício e sim uma satisfação em ter a oportunidade de compartilhar com os segmentos representativos de Cajazeiras uma discussão de tamanha responsabilidade.

DESENVOLVIMENTO DO SEMINÁRIO

Antecedendo as discussões, o Diretor de Políticas Públicas da AC3 Josias Farias, apresentou a Proposta de Trabalho do Seminário, de acordo com os seguintes tópicos: justificativas, objetivos, princípios, metodologia, áreas temáticas e instrumentos de trabalho (Fichas). Estas últimas, serão preenchidas conjuntamente, por parte dos Grupos de Trabalho - GTs, através de duas reuniões com os representantes de cada área, observando-se a interatividade entre as equipes, bem como o contexto regional. Após um amplo debate, condizente com o com quadro anexo (A CAJAZEIRAS QUE QUEREMOS), foram compostos os integrantes de cada Comitê Gestor por GT, denominados: GT 1 - Cajazeiras da Gestão Democrática por Resultados; 2. GT 2 - Cajazeiras do Conhecimento e Acolhedora; GT 3 - Cajazeiras de Oportunidades Sustentáveis; 4. GT 4 - Cajazeiras Saudável e 5. GT 5 - Cajazeiras Pacífica. Também o horizonte temporal do Plano, após discussões e votação, foi consensuado para os próximos 10 anos, passando a próxima fase a ser denominada de 2º Seminário Cajazeiras 2025.

PRÓXIMOS PASSOS

Os cinco GTs realizarão duas reuniões cada, com um maior número de participantes por área temática, para preenchimento conjunto das três Fichas repassadas. Na 1ª reunião (1º momento), ser feita um debate sobre os ambientes interno e externo, identificando respectivamente, os pontos fortes e fracos, bem como os riscos e as oportunidades. Na segunda reunião com dois momentos, utilizando-se do produto da anterior, concentrar-se de forma compartilhada nas visões de futuro, pactuando para os próximos anos a Cajazeiras de  2025, com ações de curto, médio e longo prazo.
Houve um compromisso no sentido das Fichas preenchidas nas duas reuniões por GT serem enviadas por email para o CDL e AC3, com cópia para todos os participantes, impreterivelmente até o próximo dia 14 de março, para subsidiar o 2º Seminário no dia 28 do mesmo mês.

Fortaleza, 27 de janeiro de 2015
Josias Farias Neto
Diretor de Políticas Públicas da AC3

Medina que me perdoe, mas a espanhola é de uma radicalidade impressionante.

Espanhola de 20 anos é a nova musa do surfe

Renato Alexandrino - O Globo


Duas semanas atrás, a Playboy divulgou uma lista com as 21 surfistas 'mais quentes' do Instagram na opinião deles. Listas são listas, criadas muitas vezes justamente para gerar polêmica. E o Radicais resolveu apimentar um pouco o assunto apresentando uma surfista espanhola que merecia - ao menos no nosso ponto de vista - estar na relação.


Lucia Martiño tem 20 anos, é da região das Astúrias e aos poucos vem competindo no WQS, a divisão de acesso do surfe mundial. Entre uma bateria e outra, a espanhola acha tempo ainda para posar de modelo e abastecer sua conta no Instagram com imagens que fazem a alegria da sua ala masculina de seguidores.




Antes de realizar a leitura, abra o dicionário e veja o que quer dizer: moderação! Moderando tudo pode!

Beber vinho ou cerveja todos os dias pode trazer benefícios para coração, memória e ossos

Dose máxima para homens e mulheres não pode ser ultrapassada para garantir a absorção dos efeitos positivos

Greyce Vargas - ZH



Chegar em casa, depois de um dia cheio, e abrir aquela cervejinha bem gelada. Pode confessar, a descrição gerou uma certa sensação de prazer. Pois uma dose moderada, todos os dias, de cerveja ou vinho pode ser a chave para uma vida saudável e próspera.

Quem diz que bebidas alcoólicas só tem calorias vazias é porque não sentiu ainda os efeitos no corpo: sais minerais e polifenóis se destacam. Potentes antioxidantes, os polifenóis são compostos fenólicos formados por moléculas que, além de serem encontradas nessas bebidas alcoólicas, também estão presentes, por exemplo, nas frutas, cereais integrais, chás, café e cacau.

E como eles funcionam no corpo humano? 

“Sequestrando” os radicais livres, que são moléculas responsáveis pelo envelhecimento das células e outros danos ao organismo, como o câncer. Os antioxidantes agem, portanto, como antibiótico, antialérgico e anti-inflamatório.

Patricia Chagas, nutricionista e professora na Pós-Graduação em Gerontologia da Universidade Federal de Santa Maria, diz que a dose adequada para mulheres é de, no máximo, 15g e para homens de 30g de etanol diariamente. Isso equivale a cerca de uma lata de cerveja para mulheres e duas para homens. O vinho é de 120ml para elas e 240ml para eles.

– Beber diariamente não é um problema. Pode, inclusive, mudar o estado da saúde das pessoas na terceira idade. A questão é o excesso. Quem bebe até essa quantidade chamada de moderada reduz a carga aterosclerosica na aorta, diminui os riscos de AVC, aumenta o colesterol bom, melhora a viscosidade do sangue e aumenta a vasodilatação.

Isso significa dizer que protege o coração e o cérebro e melhora o fluxo sanguíneo. Já quem passa dessa dose perde todos os benefícios e, ainda, tem o risco de morte aumentado, ganha mais peso e pode sofrer com hipertensão. A regra, lembra Patricia, é diária. A lei da compensação não funciona com o álcool. Beber várias doses em um dia para compensar os dias em que não consumiu vinho ou cerveja também só traz malefícios para o organismo.

– Está provado que colocar essa dose na rotina da alimentação está associado a menor incidência de depressão, inclusive. Consumir, todos os dias, frutas, verduras, grãos integrais, oleaginosas e azeite de oliva fazem com que os antioxidantes tenham ainda mais força para agir no organismo – aponta a nutricionista.

Alimentos funcionais podem prevenir doenças
Cuidar dos ossos na juventude diminui os riscos de osteoporose na menopausa
Alimentos mais saudáveis tornam as pessoas mais felizes

Outro mito é de que a cerveja “dá barriga”. Pode até dar, se for consumida junto com batata ou polenta, acompanhamento comum nas mesas de bar.

– Excesso de álcool e petiscos ricos em gorduras saturadas só podem resultar em aumento de peso – afirma Patricia.

Dose certa decorada, confira quais são os quatro principais benefícios que o vinho e a cerveja podem trazer para o organismo:

1. Coração feliz

Um estudo da Universidade da Flórida (UFA), nos Estados Unidos, mostrou que as propriedades anti-inflamatórias que o consumo moderado de álcool protegem o coração de diversas doenças. Foram analisados 2487 voluntários com idades entre 70 e 79 anos. Divididos em dois grupos, uma parte consumiu bebidas alcoólicas regularmente nas doses determinadas para homens e mulheres. Cinco anos depois, os resultados foram: quem colocou a bebida na rotina tinha 26% menos chances de morrer e probabilidade quase 30% menor de sofrer um ataque do coração em comparação com o grupo que não bebeu.

– Reduzir 30% as possibilidades de problemas cardíacos pode ter um grande impacto na saúde pública uma vez que as doenças cardiovasculares são responsáveis pela maior parte das mortes de idosos em todos o mundo – afirmou  Cinzia Maraldi, do Departamento de Pesquisa Geriátrica da UFA.

2. Memória em dia

Pesquisadores das Universidades de Kentucky e Maryland, nos Estados Unidos, focou no cérebro do idosos e descobriu que uma taça de vinho por dia melhora as funções cognitivas de quem passou dos 70 anos. Das 619 pessoas que participaram do estudo, 80% melhoraram o estado da saúde depois que passaram a beber pequenas doses de vinho por dia. Os entrevistados demonstraram mais facilidade para aprender algo novo e memorizar o que aprenderam. Os abstêmios tiveram resultados problemáticos em relação ao declínio da função cerebral.

3. Menopausa mais tranquila

Uma taça de vinho tinto pode aumentar a produção de estrógeno no sangue mesmo durante a menopausa, segundo um estudo feito na Universidade de Oregon, nos Estados Unidos. O vinho é um dos alimentos que mais possui polinefóis, reconhecido com um fito-estrógeno que age atenuando os sintomas dessa fase.

4. Ossos fortes

Mulheres que tem o hábito de beber socialmente, não ultrapassando a dose indicada por dia, perdem menos massa óssea. Foi o que um estudo publicado no British Journal of Cancer feito com 7598 mulheres com mais de 75 anos mostrou. Aquelas que bebiam junto ao almoço ou jantar tiveram a arquitetura dos ossos reforçadas e estavam mais protegidas da osteoporose.

A crise da sofrência atingiu de jeito o Cafuçu.



S/C

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Quem é o autor de "Vidas Secas"?

Ainda sobre a tal da Sinvastatina. Palavras de especialistas.

CONTROVÉRSIAS SOBRE O COLESTEROL

Drauzio Varella




Tomar estatinas ou não, essa é a questão. Não há consenso sobre o que fazer quando o colesterol está elevado.

JAMA, a revista oficial da American Medical Association, colocou para dois grupos de especialistas de alto nível a seguinte pergunta: “Um homem saudável de 55 anos, com pressão arterial máxima de 11 cm, colesterol total de 250 mg/dL e sem história familiar de morte prematura por doença coronariana deve ser tratado com estatinas?”

Responderam sim, Michael Blaha, Khurram Nasir e Roger Blumenthal, do Centro de Prevenção de Doenças Cardíacas da Universidade Johns Hopkins. Vamos aos argumentos:

1) o colesterol circulante é um componente da placa coronariana;

2) já na infância, seus níveis guardam relação direta com o risco de ataques cardíacos no decorrer da vida;

3) as estatinas reduzem as concentrações de colesterol, diminuindo o risco de ataques cardíacos e derrames cerebrais;

4) as recomendações atuais são as de manter níveis de LDL (o mau colesterol) abaixo de 130; com alvo opcional abaixo de 100.

Em seguida, alinham os resultados de três grandes estudos (WOSCOPS, AFCAP/TexCAPS e JUPITER) que somam mais de 30 mil participantes, nos quais as estatinas reduziram 30% a 40% do número de infartos e 20% da mortalidade causada por eles.

Baseados nesses números, acrescentam:

1) Em torno de 5% dos pacientes desenvolvem dores musculares, geralmente reversíveis com a interrupção do tratamento. Não há evidências definitivas de que as estatinas provoquem perda de memória, como relatado ocasionalmente. O risco de desenvolver diabetes só foi documentado naqueles que já apresentavam intolerância à glicose (glicemia de jejum entre 100 e 119);

2) Prescrever estatina apenas depois do infarto ou do derrame cerebral, seria como colocar tranca em porta arrombada

3) Com a perda das patentes o tratamento ficou barato;

4) As estatinas não aumentam a longevidade, mas prevenir infartos, derrames cerebrais e tromboses venosas asseguram uma velhice com melhor qualidade de vida.

Em defesa do não, foram ouvidos Rita Redberg e Mitchel Katz da Divisão de Cardiologia da Universidade da Califórnia,em Los Angeles. Osargumentos são os seguintes:

1) Uma análise conjunta (metanálise) de 11 ensaios clínicos que envolveram 65.229 pessoas saudáveis, mas com risco alto de doenças cardiovasculares, não mostrou redução da mortalidade entre os que receberam estatinas. A revisão Cochrane dos estudos clínicos com estatinas revelou que todos, menos um, foram patrocinados pela indústria farmacêutica, condição propensa a resultados mais favoráveis.

2) Na prática, os efeitos colaterais são bem mais frequentes. Vários relatos e um pequeno estudo randomizado levantaram a suspeita de que o comprometimento da memória de fato exista. O uso de estatinas em uma coorte de mais de 2 milhões de ingleses aumentou o risco de insuficiência hepática, insuficiência renal, problemas musculares e catarata. No estudo JUPITER o risco de diabetes foi de 3%

3) Um homem saudável, mas com o colesterol elevado como o proposto na pergunta, que tomar estatina durante cinco anos não viverá mais. Para cada 100 pessoas como ele mantidas em tratamento durante cinco anos, haverá prevenção de apenas um a dois infartos. No entanto, um ou mais desenvolverá diabetes, e 20% ou mais terão sintomas incapacitantes: fraqueza muscular, fadiga e perda de memória

4) Há métodos mais eficazes de prevenção: manter dieta saudável, praticar exercícios, perder peso e, sobretudo, não fumar.

Em mais de quarenta anos de atividade clínica, aprendi que quando médicos igualmente qualificados defendem pontos de vista antagônicos como nesse caso, é porque a medicina não tem resposta definitiva.

A você, leitor, decepcionado pela falta de uma conclusão, lembro uma frase do físico Oppenheimer depois de ouvir uma palestra de Fermi, no Projeto Manhattan: “Antes da sua apresentação, eu estava confuso sobre esse tema. Continuo confuso, agora num nível mais elevado”.

Vamos questionar os nossos cardiologistas. Isso é muito sério.

Raymond Francis publicou um vídeo no youtube onde diz com todas as letras: “Estatinas são veneno. Não previnem doenças do coração e não são seguras. Pelo contrário, há um aumento dos infartos entre as pessoas que usam estatinas.

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(As mudanças em relação à gordura ao longo dos anos)


 Ou seja, as estatinas causam doenças do coração”. Ele cita o cardiologista texano Peter Langsjoen, autor do estudo Estatinas podem causar problemas cardíacos, apresentado aos órgãos de saúde norte-americanos em 2002, em que advertia para o bloqueio, pelas estatinas, da produção da coenzima Q10 ou Ubiquinona, molécula que previne as doenças cardíacas. Em 2010, a FDA (Food and Drug Administration) finalmente advertiu para os riscos cardiovasculares com o uso de sinvastatina (Zocor, da Merck). É a estatina mais vendida no Brasil.

No site spacedoc, médicos norte-americanos anti-estatinas listam uma série de efeitos colaterais causados pelo medicamento: danos musculares, amnésia, diabetes, disfunção erétil, pancreatite, insônia, câncer, perda de energia… (leia os artigos aqui). Autor do livro 29 Bilhões de Razões Para Mentir Sobre o Colesterol, o britânico Justin Smith produziu um documentário e está preparando outro sobre os interesses financeiros por trás das estatinas, que, afirma, têm seus benefícios exagerados pela medicina tradicional. Entrevistei Smith por e-mail.

Socialista Morena – O que há de errado com as estatinas?

Justin Smith – Há muitos questionamentos. Primeiramente, temos que perguntar se a droga realmente beneficia as pessoas diante dos efeitos colaterais que acarreta. É preciso separar dois tipos de pessoas: as que foram diagnosticadas com um problema no coração e aquelas que não o foram. Para quem não foi diagnosticado como cardíaco, não há nenhum benefício em tomar estatinas, mas estas pessoas estarão expostas aos efeitos colaterais do remédio. Em uma estimativa realista, 20% das pessoas sofrem efeitos colaterais significativos. Milhares de pessoas têm relatado consequências muito sérias durante anos e muitas delas sofreram danos permanentes. Para quem foi diagnosticado com problema cardíaco há um argumento para usar estatinas. Mas os benefícios que estas pessoas podem ter não estão relacionados com a redução do colesterol. Este é um tema complicado e muitos médicos ainda estão debatendo os efeitos das estatinas. Para as pessoas com problemas cardíacos, as estatinas podem ser ao mesmo tempo boas e ruins. O lado positivo é que as estatinas podem estabilizar as placas nas artérias, reduzir a coagulação e melhorar o metabolismo do ferro –tudo isso é muito bom. No entanto, pelo lado negativo, as estatinas aumentam a quantidade de placas calcificadas nas artérias e potencialmente enfraquecem o músculo do coração ao bloquear a produção da coenzima Q10. Além disso, há uma ligação muito forte entre os baixos níveis de colesterol e uma vida mais curta. Como você vê, é uma decisão muito difícil para as pessoas diagnosticadas com problemas cardíacos tomarem.

SM – Alguns médicos me disseram que as estatinas não previnem ataques cardíacos. É isso mesmo?

JS – Há evidências de que as estatinas podem prevenir um segundo ou terceiro ataque cardíaco para quem já teve um infarto. Mas, para a população em geral, as estatinas têm um impacto muito pequeno contra os riscos de ataques do coração, possivelmente nenhum. Por outro lado, as estatinas têm sido associadas com mais de 300 efeitos adversos, em parte pelo fato de o colesterol ser uma substância extremamente importante para o corpo humano e a deficiência de colesterol ter enormes efeitos negativos para a saúde. As áreas mais afetadas são os músculos, o cérebro e o sistema nervoso e os olhos. Em alguns estudos, as estatinas foram associadas a um dramático crescimento no risco de câncer.

SM – Na época em que você lançou seu livro, falou em uma movimentação de 29 bilhões de dólares anuais com as estatinas. Quanto dinheiro elas estão rendendo à indústria farmacêutica atualmente?

JS – É muito difícil dizer, porque a maior parte delas teve a patente quebrada. No entanto, se olharmos para o mercado mais amplo das drogas redutoras de colesterol, há novos remédios surgindo e é um negócio que continua movimentando dezenas de bilhões de dólares cada ano.

SM – Você foi alvo de alguma ameaça por denunciar as estatinas?

JS – Não.

Em seu documentário, Statin Nation, Smith faz questão de destacar três pontos que vão em direção contrária ao que é apregoado pela medicina ocidental: as pessoas com colesterol alto tendem a viver mais; as pessoas com doenças no coração têm baixos níveis de colesterol; baixar o colesterol de uma população não reduz os índices de doenças cardíacas. 

E pergunta: “Será que os fatos sobre os problemas do coração, o colesterol e os remédios contra o colesterol têm sido distorcidos pela indústria farmacêutica para aumentar seus lucros?”

Não duvido. O que posso dizer com toda certeza, como jornalista, é: desconfie de médicos que prescrevem a torto e a direito remédios de uso contínuo cuja eficácia é controversa. Desconfie de reportagens que atribuem à “ciência” ou à “medicina” pesquisas patrocinadas pela indústria farmacêutica. Desconfie de revistas que colocam um medicamento como “milagroso” numa capa sem alertar devidamente para os riscos. Desconfie das estatinas.

UPDATE: saiu esta semana uma advertência oficial de especialistas no Reino Unido aos médicos para não iludirem os pacientes sobre benefícios exagerados das estatinas.

A ingratidão, essa madrasta.

“E ela vivia me agradecendo por tê-la ensinado a gozar com penetração”


Fabio Hernandez



Meu tio Fábio, um homem sábio do interior, um dia me entregou um livro do Plutarco. Confesso que tremi diante da ideia de enfrentar, na inexpugnável solidão da leitura, as páginas com certeza brilhantes mas inevitavelmente árduas do grego. Mas, prático que é, e conhecedor das limitações de seu sobrinho como leitor, tio Fábio me avisou que desejava que eu lesse somente um trecho marcado numa determinada página.

Ali se contava a história de um soldado que salvara a vida de um rei numa batalha. Um sábio imediatamente aconselhou o soldado a fugir. O soldado preferiu ficar, na esperança de ser recompensado pelo rei que salvara. Acabou morto. E logo. Quando terminei de ler essa história, imediatamente me lembrei de outro trecho de livro que tio Fábio me passara. Platão – tio Fábio sempre bebeu na sabedoria grega – contava que Sócrates disse mais ou menos o seguinte aos homens que o condenaram a tomar cicuta: que bem fiz eu a vocês para que me tratem assim?

As duas história tratam do mesmo tema: a ingratidão. E francamente: não sei por que iniciei minha coluna com a dupla história grega de ingratidão humana. Ou melhor. Sei sim. É que eu queria fazer uma conexão entre aqueles episódios e a vida amorosa. O fato cruel e inescapável é o seguinte: o amor é ingrato. O amor tem uma série de virtude: ele ilumina, ele embeleza a vida, ele torna divertido um congestionamento. Mas ele é ingrato como o rei que matou o soldado que o salvara e os atenienses que fizeram Sócrates beber cicuta.

Um amigo meu, Roni Maldonado, outro dia veio desabafar comigo. Ele acabara de romper com a namorada, uma loira de fazer cego olhar para trás, e ela além de gritar-lhe insultos arrebentou a pontapés a porta de seu carro. Roni é essencialmente um ingênuo do amor, um otimista das relações sentimentais. Ele sinceramente achava que, por fatos como ter arrumado um bom emprego para a namorada e num período de depressão ter-lhe até financiado um terapeuta de 400 reais a hora, receberia de volta alguma gratidão, e não uma porta de carro arrebentada a golpes de salto alto.

Tive vontade de apresentar Roni a tio Fábio e pedir a ele (meu tio) que falasse um pouco a meu amigo sobre a gratidão humana. Tive vontade de falar um pouco do soldado e de Sócrates, do rei assassino e da cicuta. Mas apenas balancei a cabeça numa muda expressão de solidariedade a meu amigo ferido na alma. Roni, refleti, passará a vida inteira atrás de uma ilusão, de uma fantasia tão irreal quanto a espada de Artur: a gratidão amorosa. O que você possa ter feito de bom a alguém numa relação amorosa não conta no final. O que vale são apenas os crimes, geralmente imaginários, que você cometeu. Não conheço caso de amor que termine com uma declaração sincera de agradecimento pelos serviços prestados.

Roni me contou, em sua estupefação tola, que até em relação ao sexo ouviu palavras que quase o reduzem a um eunuco da corte de Ramsés. “E ela vivia me agradecendo por tê-la ensinado a gozar com penetração”, me repetia ele. “No final me disse que eu não tinha nenhuma imaginação quanto a sexo. Que eu era um idiota sexual.”

O meu ponto é o seguinte: faça sempre tudo que puder por sua namorada, mulher, amante. Tudo. Agrade-a de todas as maneiras possíveis. Flores, beijos, bom sexo, atenção. Dê tudo. Mas jamais cometa o erro fatal do soldado. Não faça nada esperando gratidão. O amor é ingrato como o rei que matou o homem que o salvara da morte.

"Um sintoma promissor de progresso social."

Da primeira vez que ouvi, foi a Band News FM: "Morre Suzana de Moraes, casada com Adriana Calcanhoto". Assim, sem mais. Achei surpreendente e bacana que de Suzana se dissesse que era casada com Adriana. 



Não o "tinha um relacionamento com..." nem o mais ousado "companheira de..." - casada. Pronto. Cheguei em casa à noite em tempo de ouvir no Jornal Nacional "...Suzana de Moraes, esposa de Adriana Calcanhoto". Nossa! Até no mais tradicional jornal da família brasileira, que se ouve (não necessariamente se vê) durante a janta e antes da novela, dá assim, como "a mulher de Adriana", sem ressalvas, hesitação, eufemismo ou comentários? Curioso, parti para o Google. 

"Esposa de Adriana", "casada com Adriana", "mulher de Adriana" eram praticamente unânimes como designadores de Suzana de Moraes nos jornais online e portais de notícias.

Hoje ainda, caboclo desconfiado que sou, busquei no Twitter, no Facebook ou nos rodapés das notícias dos jornais na Internet alguma reação contra a naturalidade do anúncio de que duas pessoas do mesmo sexo, consideravelmente célebres, eram casadas entre si. Nada.

Pois bem, justo eu, que por dever de ofício vivo fuçando no lado sombrio da opinião pública, confesso que fiquei encantado. A naturalização daquilo que há bem pouco era tabu ou interdição sempre me parece um sintoma promissor de progresso social.

 Lamento que tenha ocorrido na ocasião da morte de Suzana de Moraes, mas saúdo o começo de um mundo em que casamento de homossexuais não seja mais assunto ou sobressalto. Apenas uma constatação.

Wilson Gomes


Timbu Seresteiro continua cantando e encantando. Sua voz nos enche de alegria.

Budapeste poética: Paola Oliveira

Um surto psicótico

Meados da loucura

Marcelino Freire



E Dona Belmira disse que tinha comido cravo-da-índia e adorado. 
Josué contestou:
_ Cravo! Gostoso!
_ É sim! Cravo, ora! Lindo cravo, com sementinhas pequenas, rosadas e doces...
Josué sorriu:
_ Rosadas e doces! Tem certeza que era cravo?
_ Cravo-da-índia, com coroa e tudo.
_ Coroa?
_ É. Uma coroazinha... Seu besta, tu não sabe que cravo tem coroa?
Josué não queria contrariar a anciã com oitenta e nove anos, quase cega e dona de todo o orgulho de uma vida.
Procurou não contrariá-la, mas não podia ficar quieto diante de tamanho engano:
_ Dona Belmira, meu amor, não seria romã? 
A velha pensou por um minuto e respondeu:
_ Sim! E o que eu estava falando?
_Cravo-da-índia!
_ Eu?
_ É. Estás maluco mesmo... akakakaka! Eu! Eu disse romã. Imagine comer cravo-da-índia...
Olhou para Josué de cima abaixo:
_ Está ficando velho, meu caro?
_ Eu!
_ É. Trocando as coisas. Eu hem!
Josué retrucou:
_ Ora, quem falou foi a Senhora.
_ Akakakakakakakakkakakaka! Eu não estou tão velha pra trocar uma romã por um cravo-da-índia e ainda achar bom... 
_ Mas foi o que aconteceu – insistiu Josué.
_ Josué, meu filho. Quando a gente vai ficando velha é normal trocar algumas coisas, esquecer outras e até delirar. Mas quando trocamos um cravo por uma romã, é sinal de endoidamento.
_ Concordo!
_ Pois é... Devia procurar um médico...
_ Eu!
_ Evidente! Está demonstrando total falta de olfato e percepção.
Josué balançou a cabeça...
_ Dona Belmira. A Senhora foi quem falou em cravo-da-índia.
_ Eu falei romã! Romã! Entendeu?
_ Falou crav...
Dona Belmira se pôs em pé.
_ Josué. Tu se lembras do caso da Mariana. Aquela filha do dono do açougue São Lourenço?
_ Nem me lembre... 
_ Pois vou lembrar. Tu beijou a irmã dela pensando que fosse ela. Lembra?
_ Mas eram gêmeas...
_ Mas a tal da Maria tinha uma verruga enorme no nariz...
_ Não era tão grande assim – cortou Josué. 
_ Perceptível...
_ Estava escuro...
_ A lâmpada do terraço estava acessa...
_ Mas a pilastras fez sombra...
_ E tu beijou... quase... bom, quase fez mais, seu despeitado.
Josué também se levantou:
_ Isso não tem nada a ver com o fato da Senhora trocar as frutas.
_ Frutas Josué. Cravo-da-índia é uma especiaria... Pelo amor de Deus. Fruta é romã. Pelo Cristo! Está cada vez pior mesmo.
_ Eu sei que cravo-da-índia é uma especiaria. Sou botânico, lembra?
Dona Belmira ergueu os olhos e se benzeu.
_ Tanto pior! Acho que deve se demitir. Imediatamente.
_ Me demitir?
_ É, se aposentar. Afinal, já pensou o mal que pode causar trocando as coisas desse jeito.
Josué perdeu a serenidade. Contrário a sua índole aumentou o tom:
_ Eu! Sou ótimo funcionário, fique a Senhora sabendo...
Dona Belmira voltou a sentar. Arregalou os olhos e se benzou:
_ Calma, Josué! Nos conhecemos a quantos anos?
_ Quinze... não, acho que vinte...
_ Cinquenta e cinco anos, Josué. Eu te peguei no colo... 
_ É... talvez seja...
Dona Belmira pegou a mão de Josué o fez sentar-se:
_ Esta vendo? Esqueceu disso. Eu te peguei no colo, fiz o parto de sua esposa e batizei sua filha mais velha. Como pôde esquecer isso, meu filho!
_ Bem. Uma troca de datas... Não significa nada.
_ Claro que significa. Você está com sérios problemas. Vou falar com a Madalena...
_ Falar o que?
_ Ora. Você precisa ser internado. Imediatamente... Está doente!
_ Eu!
_ Sim... Você meu filho. Te acalma, pode ser apenas um surto psicótico. 
Josué se levantou novamente:
_ Olha aqui, Dona Belmira. Eu te respeito pra caralho....
_ Palavrão agora... Loucura! Loucura!
Josué apontou o dedo em riste:
_ Louca é a Senhora que troca uma romã por um cravo-da-índia...
Naquele exato instante um cachorro foi atropelado pelo caminhão do lixo. Encheu a rua de gente e todas as atenções se voltaram para o acidente.
Josué correu para o meio dos curiosos que cercavam o cachorro.
Dona Belmira foi para sua casa resmungando que tinha comido cravo-da-índia com coroa e tudo.
Josué procurou um psicanalista e faz análise todas as quartas-feiras. 
O cachorro não morreu. É politicamente incorreto matar animais e esnobar velhos em literatura.