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quinta-feira, 5 de março de 2015

'datena' que se cuide. 'edir macedo' que não durma.

Veja os melhores memes da Xuxa na Record Reprodução/Twitter


Link permanente da imagem incorporada

quem quiser que goste de camarão, abará, acarajé. eu gosto 'mermo' é de feijão. feijão é bom até gelado. e 'mishturado'...hummmm

Aprenda a fazer feijão verde de uma forma rápida e prática


Você gosta de feijão verde? A repórter Ian Gomes, do programa Gente na TV, da TV Jangadeiro/Band, mostra pra você como fazer um delicioso feijão verde com Lúcia Freire Salviano, que já faz esse prato há 26 anos. Confira detalhes no vídeo.

a imprensa brasileira andou alardeando que jack nicholson perdeu a memória, não saiba mais quem seja. já houve um desmentido fotográfico. porém, a 'gretchen' muito nos preocupa.


As pessoas me perguntam como faço para permanecem linda e jovem apesar do tempo. O tempo não é meu rival, ele só me favorece. A cada dia me olho no espelho e agradeço a Deus pela beleza que reflete. Não há segredo na cosmética, não há truques, sou bela ao natural...

Gretchen


O TMZ entrevistou Jack Nicholson após o jogo do Lakers


O ator americano Jack Nicholson, de 77 anos, tem aparecido raramente em público, o que gerou uma série de boatos sobre seu estado de saúde. Nas redes sociais, fãs brasileiros repercutiram informações antigas de que ele estaria doente, recluso em casa e, até mesmo, sem memória. Domingo passado, Jack foi flagrado com o filho, Ray Nicholson, de 22 anos, num jogo da NBA. Ele foi prestigiar o Los Angeles Lakers, de quem é grande fã, e tem lugares reservados na primeira fila da quadra.



apareceu o apalpador do dr. rey. será que ele lavou a mão? será?

simplificando: você tem mijado?

é por esses e outros que não nos deixamos vencer pelo desânimo


O tatuador Hugo Leonardo Silva está doando um pouco da sua arte em prol das mulheres de baixa renda para realizar gratuitamente, através da tatuagem, a reconstrução de mamilos muitas vezes danificados ou retirados completamente pela mastectomia. Indo ao Art Tattoo Studio vc poderá agendar um horário e poder resgatar parte da sua auto estima! ! Telefone para contato: 83 8822 1443 

dicas importantes...

Como desviar dos riscos e perigos do álcool

Além do desgaste para o organismo, consumir bebida alcoólica em excesso oferece outros prejuízos

O Povo
Efeitos do álcool no organismo (Gramas por litro de sangue)

É necessário ter cuidados ao ingerir bebida alcoólica. Hidratação, por exemplo, sempre é importante. Não importa se você, leitor, vai beber cerveja ou destilado. Uma garrafinha de água na mesa ou na bolsa vai ajudar a manter o pique. E a alimentação também. Aquela história de “não consigo comer nada enquanto estou bebendo” é uma cilada. 

Segundo Aurinez Rospide, mestre em Ciências Médicas e pesquisadora do Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas (CPAD/UFRGS), quem abusa do álcool está correndo riscos. “O álcool é uma substância depressora do sistema nervoso central, o que acarreta a diminuição das funções relacionadas à coordenação motora, reflexos, capacidade de julgamento, diminuindo a capacidade de avaliar corretamente os riscos em que o indivíduo irá se expor”, afirma Aurinez.

Além do desgaste e da exposição do organismo, segundo Aurinez, um dos riscos ao utilizar bebida alcoólica está associado à direção de veículos. “Torna-se extremamente perigoso. A recomendação é que aproveite o momento, mas antes de beber organizar-se para retornar para casa de forma que não necessite dirigir, nem pegar carona com alguém que também faz uso de álcool. 

Comportamento
Já para psicóloga Graciela Gema Pasa - também pesquisadora do CPAD/UFRGS – o uso de álcool combinado a outras substâncias colocará o indivíduo em situação de maior vulnerabilidade, devido aos efeitos de várias as substâncias, que possuem ações diferentes no organismo, explica Graciela. Quem costuma parar de consumir bebidas alcoólicas algumas semanas antes do consumo da bebida na expectativa de “desintoxicar o organismo” não tem garantia de que os prejuízos e/ou riscos vão cessar. Conforme afirma Graciela Pasa, é preciso considerar o padrão de uso e a gravidade dos prejuízos de forma individual. 

Pessoas que fazem uso crônico - uso frequente, em grande quantidade -, já apresentando prejuízos significativos a nível individual e social apresentarão sintomas adversos com a cessação do uso (denominado quadro de abstinência) e nessa situação é aconselhado que a desintoxicação ocorra em ambiente protegido e acompanhada por profissionais de saúde. Indivíduos que costumam fazer uso abusivo, nos quais os prejuízos são menos graves, ou seja, o indivíduo apresenta algum prejuízo decorrente do uso (por exemplo, perda de dias de trabalho), mas consegue ser socialmente funcional, a cessação do uso representará uma alternativa à minimização de exposição a riscos, sejam eles de ordem física, psicológica ou social, explica Graciela.

Dicas para quem vai consumir álcool
- Alterne a ingestão de bebida alcoólica com água. Hidratação é sempre importante.
- Consuma alimento junto com o álcool. Beber de barriga vazia só piora os efeitos
- Não force o corpo. Procure uma unidade de saúde se sentir alguma anormalidade séria
- Tente dormir bem em algumas horas da noite ou do dia. O corpo precisa de descanso.

nossa água

"as estrelas que não voltam nunca mais/e um oceano para lavar as mãos"



 MEIA NOITE
Edu e Chico 

Se a noite não tem fundo
O mar perde o valor
Opaco é o fim do mundo
Pra qualquer navegador
Que perde o oriente
E entra em espirais
E topa pela frente
Um contingente
Que ele já deixou pra trás


Os soluços dobram tão iguais
Seus rivais, seus irmãos
Seu navio carregado de ideais
Que foram escorrendo feito grãos
As estrelas que não voltam nunca mais
E um oceano pra lavar as mãos

s/c

quarta-feira, 4 de março de 2015

o texto é longo, mas o momento exige espaço e paciência. tirem as crianças da sala.

Noblat, Lula e a sina dos homens comuns

Luiz Nassif



Recentemente, o colunista e blogueiro Ricardo Noblat escreveu um artigo sobre Lula. Trata-se de um dos mais significativos artigos dos últimos anos. Não para entender o fenômeno Lula, mas como material de estudo sobre como o senso comum da mídia o via.

Deixe-se de lado a bobagem de apresentar Lula como ameaça à democracia por convocar o exército de Stédile. É tão inverossímil quanto os 200 mil soldados das FARCs que invadiriam o Brasil em 2002, em caso de vitória de Lula.

Fixemos nas outras características de Lula, apud Noblat: rude, grosseiro, desleal, por não ter defendido José Dirceu e Luiz Gushiken. Também despeitado já que, segundo Noblat, ele queria ser candidato em 2014 e Dilma não permitiu (não é verdade, mas não importa). Ou a ficção de que luta para enfraquecer Dilma - mesmo Noblat sabendo que o fracasso de Dilma seria o fim do lulismo. No ano passado cometeu o feito de chamar Lula de “moleque de rua”.

O que é fascinante em Noblat é o uso da fita de medir homens comuns aplicada em homens de Estado. Pois por aí ele reedita um fenômeno que marca a politica desde os tempos de César: a dificuldade do homem comum em interpretar o Estadista e os recursos para trazer o personagem ao nível da mediocridade (entendido aí do pensamento médio) do leitor.

Mais um vez  recorro a Ortega y Gasset e seus portentosos ensaios sobre Mirabeau. Foi o homem que, na Constituinte, salvou a revolução francesa, apontando os rumos e definindo o novo desenho institucional.

Algum tempo depois morreu e seus restos mortais inauguraram o Panteon, que a França reservou para celebrar seus grandes homens. Aí descobriram o diabo da vida pregressa de Mirabeau. Aprontou todas na juventude, deflorou virgens, fugiu com mulheres casadas, deu tombos.

Imediatamente, os homens (comuns) de bem moveram uma campanha para retirar seus ossos do Panteon. E permitiram quase século e meio depois que Ortega traçasse perfis primorosos do Estadista, do homem comum (que ele denominava de pusilânime) e do intelectual.

O perfil do Estadista

O Estadista é um exagerado em tudo, um megalomaníaco, dizia Mirabeau. Pois não é que Napoleão tinha a mania de grandeza de se imaginar Napoleão?. Só um megalomaníaco compulsivo tem a pretensão de mudar o Estado.

Não é tarefa para homens comuns, para intelectuais ou para santos.

O Estadista se propõe a desafios tão grandiosos que assusta os homens comuns - e é para eles que Noblat escreve e é como eles que Noblat pensa, derivando daí sua competência jornalística.

A dimensão que alcançam, influindo no destino de países, mudando a vida de milhões de pessoas, de certo modo reescrevendo a história da humanidade, é tão ampla que intimida o homem comum. A única lealdade do Estadista é para com a mudança do Estado. Para alcançar seu objetivo, mete-se no barro, monta acordos com Deus e o diabo, deixa a educação e o pudor de lado, sempre que atrapalharem a busca do objetivo maior..

O homem comum enxerga um vulto enorme à sua frente e, para poder enfrentá-lo, tem que trazer o monstro para a sua dimensão e julgá-lo de acordo com a sua métrica de homem comum: é educado ou grosseiro, tem ou não tem estudo, cospe no chão, conta piadas grosseiras, é desleal com amigos etc?

O tamanho de Lula

Como imaginar que um retirante, que sobreviveu à mortalidade infantil, à miséria, à fome, à falta de instrução tenha conseguido o feito de tirar 40 milhões de pessoas do nível da miséria, mudar a história do seu país, provocar comoção em cidadãos de todas as partes do mundo, dar aulas de política para centrais sindicais norte-americanas, para o Partido Socialista francês e espanhol, ser tratado como “o cara” por Barack Obama, tornar-se referência global da luta contra a miséria e um dos personagens símbolos mundiais do século 21?

Não é bolinho. Então toca trazê-lo para nossa dimensão, de mortais comuns. Como diz o José Nêumane, nosso colega que até hoje não mereceu uma menção sequer de Obama, Lula nem sabe falar direito, erra nos verbos. Como é que o Nêumane, o Noblat, eu mesmo, tão mais instruídos, não conseguimos mais destaque na vida e no mundo que aquele nordestino analfabeto?

Faz bem Noblat em tratar Lula como “moleque de rua”.

Não é fácil captar e tentar entender fenômenos desse tipo, ainda mais para nós, jornalistas, pobres mortais que, quanto muito, atingimos algumas dezenas de milhares de leitores.

E aí só nos resta encontrar medidas à altura do alcance da nossa visão. Ao contrário da bailarina do Grande Circo Místico, Lula deve arrotar na mesa, coçar o saco, contar piada suja e até mostrar a língua. Noblat condena Lula por ser brusco nas reuniões com companheiros. Tenho a impressão que a sensibilidade de Noblat se arrepiaria toda se assistisse a fineza de Lula em uma assembleia de metalúrgicos.

Mais que isso. Desde os tempos antigos, o Paulo de Tarso Venceslau já falava da falta de escrúpulos de Lula para utilizar as prefeituras do PT para fortalecer o partido. No governo negociou com a Telemar, a Friboi, as empreiteiras, com o Sarney e o Renan, com o diabo.

Se tiver que jogar companheiros ao mar, em nome da missão maior, Lula jogará. Aliás, tenho a impressão que o próprio José Dirceu entendeu perfeitamente a omissão de Lula na defesa dos companheiros  – e ele, Dirceu, faria o mesmo se estivesse na sua condição.

Tem mais. Quando lhe interessa politicamente, Lula é capaz de se desdobrar em mesuras para jornalistas, empresários ou políticos. Quando não interessa, não tem nem agenda. Tem razão o Noblat: é um grosseirão!

No entanto, quem mudou o Brasil e se tornou a referência para o mundo? Fernando Henrique e sua falsa compostura (quem já encontrou FHC em ambientes sociais sabe bem qual o seu comportamento quando via moça bonita pela frente)? Suplicy? A Madre Tereza de Calcutá?

Dos defeitos e da visão

Dizia Ortega y Gasset que um Estadista deve ser analisado e julgado por suas qualidades e defeitos enquanto Estadista. Aliás, quase a mesma coisa que o marechal Cordeiro de Farias disse a Thales Ramalho, quando este, para lhe puxar o saco, desandou a falar mal de Luiz Carlos Prestes: “Apenas um personagem da história pode falar de outro”.

FHC e José Serra – que são mais estudados que Noblat – encantavam-se por terem constatado, neles próprios, algumas características dos grandes estadistas: no caso de Serra, a falta de escrúpulos, que ele justificava recorrendo sempre a esse ensaio de Ortega y Gasset; no caso de FHC, à capacidade de iludir políticos, que ele encontrara também em Roosevelt.

Faltou um detalhe essencial para se equipararem aos grandes estadistas: a visão de Estado. Imitaram apenas a falta de escrúpulos e de sinceridade. Mas sabem usar bem os talheres na refeição. E é isso que conta para os homens comuns.

Noblat já tem experiência e idade suficientes para não acreditar em contos de fada e nos cavaleiros sem mácula e sem medo. Ainda mais frequentando um castelo de homens tão puros e piedosos, quanto os das Organizações Globo, que tem um senso de realpolitik muito maior que o de Lula, mas em proveito próprio.


foram mexer com o que estava quieto, vejam a merda que deu: 'dr. rey cogita ser senador pela paraíba'. não! me tira o tubo

Dr. Rey diz que perdoa todos por confusão em Campina e cogita ser senador pela Paraíba

C. da Paraíba




Cirurgião pretende usar os conhecimentos adquiridos fora do país para ajudar o Brasil a crescer e quer acabar com problemas relacionados à água na Paraíba; ele afirmou ainda que o clima paraibano é idêntico ao da Califórnia.

aviso: matéria destinada a maiores de 18 anos. a medida certa é que faz a diferença.

Um drinque pode te deixar mais atraente, diz estudo

Pesquisadores afirmam que pequena quantidade de álcool favorece a aparência
O Globo



RIO— Já virou sabedoria popular a noção de que, depois de beber, a gente passa a achar as pessoas ao redor mais bonitas. Mas um novo estudo sugere que, aos olhos dos outros, nós mesmos ficamos mais atraentes depois de uma dose de bebida alcoólica. Entretanto, a pesquisa também diz que, quando alguém bebe mais de uma taça de vinho (ou algo equivalente), o "feitiço" acaba, e o indivíduo fica até menos bonito do que quando sóbrio.

Segundo os pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, uma pequena quantidade de álcool pode tornar as bochechas mais rosadas, já que a bebida faz com que o fluxo sanguíneo se dirija com mais intensidade a essa região, o que garante uma expressão mais saudável que a de costume. Os pesquisadores sugerem também que o semblante das pessoas que bebem apenas um drinque fica mais relaxado e feliz. É o "brilho" na medida certa, que faz com que sejam considerados mais bonitos que o das que bebem inúmeras doses.

Os cientistas colocaram lado a lado fotos da expressão da mesma pessoa após ingerir diferentes quantidades de álcool e pediram para que um grupo de estudantes opinasse sobre as imagens. Foram utilizadas no estudo 104 fotografias, a câmera foi posicionada no mesmo nível dos olhos dos participantes, que tinham entre 18 e 30 anos.

O resultado foi que os registros feitos após um drink foram classificados como mais atraentes que aqueles capturados quando os modelos estavam totalmente sóbrios ou bêbados. De acordo com os estudiosos, a intenção da pesquisa era descobrir se o comportamento sexual das pessoas em ambientes sociais é influenciado pelo álcool.

“Um consumidor de álcool pode parecer mais atraente e, portanto, despertar maior interesse sexual de potenciais parceiros”, afirmaram os pesquisadores.

SEM COMENTÁRIOS!

George Stinney Jr é declarado inocente 70 anos após sua execução


Do The Independent


O garoto negro foi considerado inocente, 70 anos após a execução, aos 14 anos de idade, na cadeira elétrica na Carolina do Sul

Stinney Jr tornou-se a pessoa mais jovem a ser executada no século 20, nos EUA, quando foi enviado para a cadeira elétrica em 1944, após ser condenado por uma sentença que foi anulada, mais de 70 anos depois da sua morte.

A juíza Carmen Tevis Mullen disse que a velocidade com a qual o Estado condenou o menino foi chocante e extremamente injusta e que o seu caso foi uma "grande injustiça", decidindo pela inocência de Stinney Jr.

O garoto negro de 14 anos de idade foi condenado à morte pelo assassinato de duas meninas brancas em uma cidade segregada na Carolina do Sul, em um julgamento que durou menos de três horas e, segundo informações, sem nenhuma evidência e quaisquer depoimentos de testemunhas.

como dizia tom jobim, o brasil não é para principiantes


No começo de maio, a Companhia das Letras lança Brasil: uma biografia, de Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Starling. Com acesso a documentação inédita e vasta pesquisa, as autoras traçam um retrato de corpo inteiro do país. Nessa viagem de mais de quinhentos anos, se debruçam não somente sobre a “grande história” mas também sobre o cotidiano, a expressão artística e a cultura, as minorias, os ciclos econômicos e os conflitos sociais.

Inaugurando esta nova seção no blog, que apresentará com mais profundidade os futuros lançamentos da editora, entrevistamos Lilia e Heloisa sobre o livro, que já está em pré-venda. Leia o que elas dizem sobre o método escolhido, o recorte temporal, as inspirações e afiliações na historiografia e a necessidade de uma nova obra acessível ao público geral sobre a história do Brasil.

Por que fazer uma nova história geral do Brasil em 2015?

Existem muito boas histórias gerais do Brasil, mas poucas delas, arriscamos dizer, carregam as características que queremos perseguir nesse livro, como um todo.

Em primeiro lugar, mais do que apenas cronológico, o livro sustenta um argumento geral. Procura entender como o caminho para a democracia foi difícil e singular num país marcado pelo sistema escravocrata. Aliás, é bom lembrar que o Brasil contou com o mais duradouro sistema escravista da era moderna; aquele que absorveu a maior diáspora compulsória de africanos, e o único que tomou o território todo. Isso sem esquecer que o país foi o último a abolir a escravidão e sente suas consequências até hoje nas práticas clientelísticas, nos paternalismos, no preconceito ao trabalho, na corrupção interna.

Também cabe insistir em outra marca que encontramos no caminho e decidimos sublinhar. Ao longo da nossa história, a palavra liberdade foi expressa em épocas diferentes nas mais diversas circunstâncias e pelos mais diferentes personagens. Compreender o poder da palavra liberdade e o modo como ela se manifesta na origem dos caminhos da democracia brasileira ajuda a entender a longa jornada das lutas sociais do povo brasileiro. A democracia é hoje um dos mais fortes consensos no Brasil e sua consolidação constitui um dos nossos maiores legados para as próximas gerações de brasileiros. Mas de tanto ser banalizada, a ideia de democracia, e o longo processo de lutas que garantiu sua construção no país, é hoje mal conhecida por nosso povo, sobretudo pelos jovens.

Vale destacar, ainda, que recuamos ao período anterior à chegada dos portugueses, incorporando as novas teorias e pesquisas da etnologia, da história e da antropologia, que mostram as riquezas das sociedades ameríndias, em termos de mitologia e filosofias.

Outra novidade é o uso crítico das imagens, não como ilustrações, mas como documentos. Nós tentamos ressaltar a importância das narrativas contidas nas imagens, os significados que elas trazem e os efeitos que podem produzir sobre a realidade. Por exemplo: a fotografia de um treinamento de tortura realizado por um batalhão da Guarda Presidencial do Exército, em Brasília, afeta o curso da história oficial sobre o período da ditadura militar — revela que a versão das Forças Armadas não corresponde ao que aconteceu. Nós gostaríamos de convidar o leitor a também ler as imagens e descobrir junto conosco que elas falam de maneira eloquente sobre as circunstâncias e os motivos que fazem do Brasil, Brasil. Foi realizada, também, uma ampla pesquisa iconográfica, de maneira a ampliar o nosso acervo visual e não apenas devolver o que se conhece.

Quem sabe vale a pena destacar a relevância dessa escrita em diálogo. Nossa formação é comum, e também distinta (aliando história, mas também antropologia e ciência política), e nos especializamos em períodos e abordagens bastante diferentes. Heloisa é especialista na história de Minas, nas concepções de república e do republicanismo e no período contemporâneo: em particular a ditadura militar. Lilia trabalha com temas do final do período colonial, do império e primeira república. Também especializou-se em discutir a imagem como linguagem visual. Além do mais, se ambas trafegam pelos mesmos mares, Lilia sempre acentua a questão cultural e a antropologia, e Heloisa não se esquece da ciência política. Por conta dessa escrita mestiça (não como acomodação, mas sim diálogo) o livro introduz sempre cultura e política; política e cultura.

Por fim, é explícito no projeto a ideia de que não há como contar “a” história, mas, sim, “uma” história sobre o Brasil; ou melhor, algumas histórias sobre o Brasil. Ou ainda: tentamos fazer do Brasil uma história. Um projeto como esse é um convite ao leitor para embarcar conosco numa aventura, mas essa é uma viagem com roteiro explícito. Afinal, não se consegue escrever uma história exaustiva do Brasil — e é possível escrever um número interminável de histórias sobre o Brasil.

Qual é o recorte temporal?

O livro segue sistematicamente até a primeira eleição de FHC, a despeito de na sua conclusão avançar até o momento presente — o governo Dilma Rousseff —, alcançando as manifestações de junho de 2014, o processo de consolidação da nossa experiência democrática e os riscos que ela corre — daí as referências ao mensalão ou ao escândalo da Petrobrás. A ideia é que os governos de FHC e Lula, de alguma maneira, ainda estão em curso, até porque os dois líderes continuam atuantes e suas políticas permanecem presentes na nossa agenda. A primeira eleição de FHC e sua posse em 1995 marcam o fim do período de redemocratização e daqui para frente está tudo em aberto. Nossa aposta é que uma novíssima história do Brasil está — ou deveria estar — começando, e nós brasileiros temos grandes tarefas pela frente: recuperar a República, sustentar o desenvolvimento, ampliar a igualdade, acentuar a democracia… O tempo presente e os homens do presente são um pouco de cada um de nós e essa nova história ainda está em seu início.

Quais foram as principais inspirações para este livro?

Há muitas boas histórias gerais do Brasil e citamos apenas algumas. O grande projeto em vários volumes — História Geral das Civilizações —, organizado por Sergio Buarque de Holanda e depois por Boris Fausto, é sem dúvida um grande modelo ao unir os maiores estudiosos brasileiros e recortar temas gerais da nossa agenda. Mas a coleção, como toda coletânea de ensaios, tem altos e baixos, e os diferentes capítulos não obrigatoriamente dialogam entre si. Há também o livro de História do Brasil, de Boris Fausto, da Edusp, que representou um avanço imenso em termos de documentação, de crítica e de coerência historiográfica. Não há como se esquecer dos bons livros de colegas e jornalistas — Laurentino Gomes, Eduardo Bueno — que têm nos ajudado a refletir e aceitar o desafio de alcançar um público mais amplo.  No nosso caso, porém, o desafio era, igualmente, incluir pesquisa original e documental. É preciso destacar, ainda, que um livro como esse só poderia ser feito por conta da excelente qualidade e maturidade da historiografia brasileira, internacionalmente reconhecida, que tem produzido investigação de ponta acerca dos mais diversos períodos da nossa formação nacional. Sem ela esse livro não existiria e a produção está toda referenciada nas notas e na bibliografia em anexo.

Não há como esquecer das coleções estrangeiras — História da vida privada; História da família —, por autores como Eric Hobsbawm, Jacques Le Goff, Georges Duby, Robert Darnton, Simon Schama, Carlo Ginzburg que vêm mostrando como é possível narrar a história com charme, saber e diversão. Tudo isso sem perder o rigor

(...)

Podem comentar a escolha do subtítulo do livro, “uma biografia”?

A história do Brasil, por suposto, não cabe em um único livro. Até porque não há nação que possa ser contada de forma linear, progressiva ou mesmo de uma só maneira. Sendo assim, este livro não pretende contar uma história do Brasil, mas fazer do Brasil uma história. Ao contar uma história, tanto o historiador quanto o leitor aprendem a “treinar a imaginação para que ela faça uma visita”, como diria Hannah Arendt. E é por levar a sério essa noção de “visita” que este livro deixará de lado a meta de construir uma espécie de “história geral dos brasileiros” para se concentrar na ideia de que a biografia talvez seja outro bom caminho para tentar compreender o Brasil em perspectiva histórica: conhecer os muitos eventos que afetaram nossas vidas, e, de tal maneira, que continuam presentes na agenda atual.
(...)

Brasil: uma biografia será lançado no dia 4 de maio e já está em pré-venda nas principais livrarias.

quem ganha e quem perde com a ‘lista maldita’?

Sem dúvida, perde a economia brasileira. Mas com a força da opinião pública mais exigente e indignada, poderia ressurgir um reforço dos poderes independentes do Estado

Juan Arias - El País



O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, finalmente enviou a misteriosa e temida lista maldita dos políticos que deverão ser investigados pelas acusações que pesam sobre eles no maior escândalo de corrupção da história democrática do país: o chamado petrolão.


A caixa de Pandora será aberta pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki. Dois nomes da lista, entretanto, escaparam já na noite desta segunda-feira, dois pesos pesados: o presidente do Senado, Renan Calheiros, até esta segunda fiel escudeiro do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ambos do maior partido aliado do Governo, o PMDB, que foi o fiel da balança em todos os Governos do período democrático e ambos recém-escolhidos pelo Congresso.
No resto da lista figurarão outros nomes de destaque da política brasileira. Juntos formam essa espécie de maldição gestada no rico e apetitoso ventre da Petrobras, a maior e mais prestigiada empresa brasileira, orgulho nacional e internacional, hoje vendida a preço de liquidação.

A pergunta que muitos se fazem, entre chocados e indignados, é quem ganha e quem perde nesse carrossel de corrupção político-empresarial que conseguiu deixar em frangalhos a melhor joia industrial do país.

Sem dúvida, perde a Petrobras, mas também toda a economia do país, já que a petroleira responde por um bom quinhão do PIB nacional. Perde credibilidade a classe política, começando pelo partido do governo, o PT, sob cuja responsabilidade a empresa esteve nos últimos 12 anos, quando foi sistematicamente saqueada. Perdem credibilidade vários partidos aliados do governo que participaram ativamente do banquete e, possivelmente, até algum partido da oposição.

Enquanto não se conhece oficialmente a lista dos desonestos que podem acabar na cadeia, já não resta dúvida de que, enfim, como um feliz paradoxo, quem ganha é a democracia brasileira em que o poder e a independência tanto da Procuradoria-Geral da República, como da Polícia Federal, junto com a tenaz atuação do jovem juiz Sérgio Moro, foram capazes de revelar o tumor encravado nas vísceras da Petrobras, que era uma empresa modelo de tecnologia avançada e acabou invadida e violada pelo poder político em conivência com importantes empresas nacionais.

Cabe agora ao Supremo Tribunal Federal atuar com a mesma independência, seriedade e coragem. E por último ou, talvez, antes de tudo, pelo menos boa parte do mérito de poder chegar até aqui na investigação corajosa e independente se deve à maior conscientização revelada ultimamente pela sociedade brasileira, que, ao longo de todo o tempo de investigação, vigiou e estimulou a justiça e a polícia para que os culpados fossem descobertos, sem se deter nem mesmo diante de políticos ilustres.

Hoje, pela primeira vez, os brasileiros já colocam em segundo lugar de suas prioridades, depois da saúde, o tema da corrupção política. Os governantes sabem e têm medo disso e, de agora em diante, a vida de corruptos e corruptores será mais difícil.

Assim, no momento mais crucial da crise política e econômica que sacode o país, com a força da opinião pública cada dia mais exigente e indignada, poderia ressurgir depois do escândalo uma maior estima e um reforço dos poderes independentes do Estado. Poderá ser uma vacina que impeça o país de cair mais fundo nas tentações populistas de querer domar os poderes independentes do Estado, cujas consequências são cada vez mais evidentes em países onde esses poderes, junto com a liberdade de expressão, estão sendo pisoteados.

Enfim, um a zero para o Brasil, que está sendo capaz de defender e reforçar os valores de sua democracia, às vezes ferida, mas que luta para continuar viva.

s/c

vestimos a camisa da unicef

quem diria! surge o novo líder da oposição.

a democracia é dinâmica

deixo assim ficar subentendido: monica lewinsky fumou mas não tragou

Sombra de Monica Lewinsky aparece em quadro de Bill Clinton

Autor de retrato oficial revela que incluiu referência à estagiária que quase custou mandato presidencial

O Globo



WASHINGTON — Anos depois de deixar a Presidência dos Estados Unidos, o escândalo com a estagiária Monica Lewinsky ainda persegue Bill Clinton. O autor retrato oficial do ex-presidente, Nelson Shanks, revelou que incluiu uma sombra em referência ao famoso vestido azul da estagiária na obra. Segundo ele, há muito mais no quadro do que o observado à primeira vista.
— Se fixar o olhar na parte esquerda, há uma sombra que entra na pintura da Sala Oval e que simboliza duas coisas — contou Shanks. — É uma metáfora que representa ao mesmo tempo uma sombra sobre o cargo que ele ocupou ou sobre ele.

Em entrevista ao “Philadelphia Daily News”, o pintor foi além:

— Clinton é o mentiroso mais conhecido de todos os tempos. Ele e seu governo fizeram boas coisas, mas eu não podia esquecer a história de Monica, e ela está sutilmente incorporada à pintura.

A sombra em forma de uma silhueta aparece projetada sobre a lareira diante da qual está o ex-presidente. Para isso, o pintor usou um manequim com um vestido.

— O manequim estava ali quando eu pintava, mas não quando ele (Clinton) estava — explicou.

Uma outra polêmica envolvendo a obra é que nela o ex-presidente aparece sem aliança. Shanks contou ainda que Bill e Hillary Clinton pediram à National Portrait Gallery que retirasse o quadro de exposição. O quadro atualmente não está exposto, mas faz parte do acervo do museu. O museu informou que não estava ciente de mensagem secreta alguma.

— É a primeira vez que ouvimos isso — disse Bethany Bentley, porta-voz do museu.

Monica Lewinsky, a ex-estagiária, tem hoje 41 anos, mas jamais deixou de ser associada ao caso que teve com o ex-presidente na Casa Branca.

a dor da gente saiu no jornal

Sem água, Crateús espera intervenção divina e funcionamento de adutora


Desde 30 de janeiro, não tem mais água nas torneiras em Crateús. As filas em busca de um balde d'água são parte da rotina dos moradores. Nova adutora já começou a levar água para a cidade e deve garantir abastecimento

Sara Oliveira - O Povo



O colapso hídrico transformou Crateús, a 354 km de Fortaleza, na primeira sede municipal do Ceará a não ter água em nenhuma torneira. Ricos, pobres, crianças, adultos, moradores do Centro ou de bairros distantes - para todos a chegada do carro-pipa é sinal de que baldes e latas devem ser levados ao abastecimento. A entrega de uma adutora é esperada. Uma ação divina também.


Desde janeiro, as águas do açude Carnaubal e da Barragem do Batalhão não dão mais conta do abastecimento da cidade. Dez poços profundos e 17 caixas d’água abastecidas por 22 carros-pipa (que trazem o que é retirado do subsolo do Carnaubal e de poços) são as únicas formas de conseguir água. Há também quem compre, pagando R$ 50 por mil litros.

Neste ano, as precipitações somaram 200 milímetros em Crateús. Foi chuva muito bem recebida pelos vasilhames postos nas bicas das casas. “Caiu água faz uns dias e deu para aparar um pouco. Ficamos muito felizes. Com fome a pessoa passa, mas com sede não dá”, ensina Lúcia Martins, 44. Ela mora no bairro Boa Vista. Lá o carro-pipa não passa mais. O jeito é usar água de um cacimbão. “A água é meio amarelada, mas boa”, descreve.


Na cidade, moradores do bairro Altamira descobriram que a cisterna de uma escola desocupada poderia evitar a espera, no meio da rua, pelo caminhão d’água. “Fizemos um mutirão para consertar a cisterna e regulamos a retirada a cinco baldes por pessoa, das 8h às 10 horas e das 16h às 18 horas”, conta Beatriz Oliveira, presidente da associação comunitária.

Agonia e fé

Os reservatórios de Crateús estão visivelmente vazios e conseguem traduzir a agonia de quem não vê água neles há meses. No Rio Poti, que tem a missão de direcionar água aos reservatórios, há apenas pedras. No Açude do Governo - como é chamado -, o agricultor Marcos Chagas até tentou pescar, mas a situação do espelho d’água não ajudou. 

Já na Barragem do Batalhão, que serve como estação elevatória da Cagece, uma cruz foi fincada em uma das rochas do agora visível fundo do reservatório. “Um padre veio ouvir o clamor pela água e fazer uma celebração”, lembra o militar Antônio Gomes, 64.

edileide vilaça: meus próximos passos seguem em direção ao planalto central. seja bem-vinda! AC2B lhe recebe de braços abertos!

Estou indo, mas levo a certeza que vou voltar


 Edileide Vilaça

Platão já dizia: quando fazemos uma escolha deixamos, na verdade de fazer outras mil possíveis. Com esse pensamento quero me dirigir, exclusivamente, aos meus verdadeiros amig@s, incentivadores e admiradores do meu trabalho, e acima de tudo os que me respeitam, e que constantemente têm me perguntado “por onde eu ando, quando vão poder voltar a me ouvir?...” 

"se o que a vida quer de mim é coragem, então que assim seja"

Depois de 24 anos vivendo apaixonadamente nesta cidade que tão recente me reconheceu como sua cidadã; é chegada a hora da travessia, de experienciar outra realidade, de enfrentar de fato novos desafios, em novos espaços e ritmos. Como diz Guimarães Rosa, se o que a vida quer de mim é coragem, então que assim seja. Meus próximos passos seguem em direção ao Planalto Central, para a cidade que tem o céu mais lindo que meus olhos já viram, onde tenho muitos amigos Paraíbas, ‘Carrazêras’ e do mundo.

Maktub significa: "estava escrito"; ou melhor, "tinha que acontecer". E foi isso, a princípio tive resistência de entender o chamado, mas como espírita que sou, procuro compreender os desígnios da vida para além da materialidade. 

Não está sendo fácil arrancar as raízes e sair da zona de conforto, me afastar de familiares e de grandes amigos. Difícil também fazer escolhas, principalmente quando se tem outras boas possibilidades que me foram apresentadas aqui, por amigos queridos que ocupam espaços de poder, que gostam do meu trabalho e gostariam de me ter por perto. Agradeço de coração, aos que chegaram para abrir portas, disponibilizar propostas, ou tão somente dizer que estava junto. São nessas horas que sabemos quem são nossos amigos.



Aproveito para agradecer em público, ao Senador Cássio Cunha Lima pela confiança de me convidar para integrar à sua equipe de comunicação no Senado Federal, que tem no comando a experiente Cláudia Gondim (já tenho informações que é uma das mais competentes jornalistas do parlamento federal), além dos amigos Laercio Cirne e Joilton Costa. Tenho certeza que vai ser um rico aprendizado. 

Parahyba meu amor, este é apenas um até logo. Estou indo, mas levo a certeza que vou voltar. E como não vivo sem música, sigo cantando assim:

 “Ando devagar / Porque já tive pressa / E levo esse sorriso / Porque já chorei demais / Hoje me sinto mais forte /Mais feliz, quem sabe / Só levo a certeza /De que muito pouco sei /Ou nada sei...” (Tocando em Frente - Almir Sater)

o poeta/escritor marcelino freire entrevista o poeta linaldo guedes sobre sua trajetória literária.

a democracia agradece

Um experiente parlamentar do PSDB me disse, nesta terça (3), que, se nada for feito, ao final dessa guerra nuclear política, vão sobrar apenas baratas em uma ditadura conservadora pós-apocalíptica.

Leonardo Sakamoto




Pois os dois partidos que eram a maior esperança do país e em torno do qual a democracia brasileira se consolidou nos últimos 20 anos, vão garantir que ocorra Destruição Mútua Assegurada.

Segundo essa doutrina militar, conhecida por quem viveu o horror da Guerra Fria, como cada um dos lados (EUA e União Soviética) tinha armamentos nucleares suficientes para destruir o outro e que, uma vez atacado, retaliaria com força igual ou maior, a escalada resultante levaria ao fim de ambos. E talvez do mundo como o conhecíamos. Esse medo também levou o outro lado a, sabendo disso, evitar ao máximo começar um ataque. 

Um equilíbrio tenso mas, ainda assim equilíbrio.
Para o parlamentar, essa ponderação - de que o final de uma escalada de ataques sujos e rasteiros virtuais e analógicos colocará em cheque a utilidade das instituições democráticas - não está sendo feita. É o vale-tudo.

Ele reconhece que a classe política é a responsável pela situação a que chegamos, com toda a corrupção, incompetência e ignorância que minou a credibilidade de instituições. Mensalões, Trensalões, Lavas-Jato e a maioria dos escândalos, que permanece longe dos olhos do grande público.

Mas atacar a democracia, é jogar fora a criança com a água suja do banho. Pois é apenas em um ambiente democrático que a democracia consegue mudar seus próprios rumos e corrigir-se.